Número de operações suspeitas subiu quase 20% em 2013

O relatório considera que Portugal apresenta riscos de financiamento do terrorismo islâmico

O número de operações suspeitas de lavagem de dinheiro comunicadas pelos bancos em Portugal aumentou quase 20% em apenas um ano, de acordo com um relatório da Direção-Geral da Política de Justiça sobre os riscos de branqueamento de capital e financiamento do terrorismo.

O número de casos suspeitos no setor financeiro comunicados à Unidade de Informação Financeira da PJ passou de 2020 no ano de 2012 para 2400 no ano seguinte, realça o documento - uma subida de 18,8%. E ao longo de 2013 foram proferidas 39 decisões de suspensão de operações, todas judicialmente confirmadas.

"No setor não financeiro, tem-se também verificado um aumento nas comunicações recebidas", pode ler-se também no relatório "Avaliação Nacional de Riscos de Branqueamento de Capitais e de Financiamento do Terrorismo", elaborado por um grupo de trabalho nomeado em 2013 pela então ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque.

O relatório considera que Portugal apresenta riscos de financiamento do terrorismo islâmico - apesar desta ameaça não representar um grau "elevado". Casinos, advogados, notários, imobiliário, offshores e zonas francas são alvos fáceis de lavagem de dinheiro, considera esta primeira avaliação.

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