Número de bolsas já pagas a estudantes do Superior é o dobro do ano passado

Direção-Geral do Ensino Superior recebeu 94 098 candidaturas para bolsas de estudo, o maior número dos últimos cinco anos. Serviços já decidiram sobre mais de 46 mil pedidos, tendo sido recusados mais de 12 mil

O número de bolsas de estudo já pagas a estudantes do ensino superior é o dobro em relação ao mesmo período do ano passado. Até quinta feira, dia 9 de novembro, foram saldados quase 35 mil apoios (34 797), quando no mesmo dia do ano letivo anterior se encontravam pagos menos de 16 mil (15.648). Um aumento percentual que se repete no valor já transferido para os alunos - que passou de 5,6 milhões para 11,7 milhões este ano - e que leva o ministro do Ensino Superior a mostrar-se satisfeito com a simplificação do processo, num ano em que se registou um máximo de candidaturas desde 2012.

Manuel Heitor já tinha explicado ao DN que queria introduzir neste ano letivo "um sistema de confiança, onde se contratualiza por três anos com os estudantes, de forma que os processos de renovação se tornem mais eficientes". Agora, menos de dois meses depois do arranque das aulas, o balanço feito pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior é positivo. "As alterações que se fizeram foram consequentes, particularmente importantes. O sistema foi simplificado e conseguiu-se de uma forma inédita acelerar o pagamento de bolsas. Temos hoje, no princípio de novembro, as bolsas pagas".

Este ano, a Direção-Geral do Ensino Superior recebeu 94 098 candidaturas para bolsas de estudo, o maior número dos últimos cinco anos e que representa um aumento de 4% em relação à mesma altura do ano anterior. Por esta altura, entre superior público e privado (só nas universidades e politécnicos públicos entraram este ano cerca de 47 mil alunos), já foram decididos mais de 46 mil pedidos, tendo sido recusados mais de 12 mil (12 246). "Houve muito mais candidaturas mas também mais processos indeferidos, tem havido mais trabalho nos serviços, mas tem sido um sucesso . O que nos interessa é que os estudantes, desde o primeiro dia de aulas, tenham bolsas pagas. O aumento de processos deferidos demonstra a importância de termos hoje um sistema de ação social sólido", defendeu ao DN Manuel Heitor.

A renovação das bolsas de estudo tem agora por base um processo automático para todos os anos subsequentes ao primeiro ano de atribuição de bolsa. Desta forma, após a primeira inscrição, e desde que mantidos os pressupostos da primeira atribuição, os estudantes terão os seus requerimentos automaticamente deferidos. Caso algum dos pressupostos para receber os apoios fique por cumprir, nomeadamente ao nível do aproveitamento académico, os estudantes poderão ter de devolver verbas adiantadas. "O ensino superior tem uma importância crítica para a mobilidade social e a penetração do ensino superior na sociedade depende da ação social. Por isso mesmo, temos de continuar a alargar a ação social", conclui o ministro do Superior.

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