Novo edifício junto à Praça de Espanha

Câmara de Lisboa aprovou quarta-feira cedência ao IPO dos terrenos do antigo Mercado Azul. Nova unidade ainda sem datas

Ainda não tem datas para execução, mas o projeto vai começar a ser preparado no próximo ano. O IPO vai construir um novo edifício, que vai concentrar toda a atividade de ambulatório - com exceção da Unidade de Cirurgia que, após o final das obras que vão decorrer ao longo de 2017, ficará instalada no Bloco Operatório Central, no pavilhão principal do Instituto.

O IPO de Lisboa está, atualmente, disperso por 19 edifícios, num terreno que se estende por 7,2 hectares. "Os doentes chegam a andar quilómetros entre os locais onde fazem uma consulta e onde fazem um exame", diz Sandra Gaspar, apontando esta dispersão dos serviços como um dos grandes problemas do instituto no serviço que presta aos doentes. "O objetivo é concentrar tudo o que é atividade de ambulatório num mesmo edifício", das consultas aos exames. Além da cirurgia, a outra exceção será a radioterapia, que está noutro pavilhão e que tem "instalações muito exigentes", em termos de construção e de custos.

Câmara cede terrenos

O novo edifício será construído num dos extremos laterais do IPO, junto à Praça de Espanha, abarcando já os terrenos municipais onde se situava o chamado Mercado Azul, na Praça de Espanha, desativado no final de Setembro do ano passado. Na última quarta-feira, o executivo camarário aprovou por unanimidade a celebração de um protocolo com o IPO que prevê precisamente a cedência de terrenos para uma futura unidade, assim como a requalificação dos acessos ao instituto. Segundo Sandra Gaspar, o IPO vai agora procurar parceiros privados que contribuam para o financiamento do novo edifício.

Para já, e dado que o bloco operatório ontem montado pelo exército veio ocupar o espaço habitualmente destinado às ambulâncias, o IPO dirigiu um pedido à Câmara Municipal de Lisboa para que os terrenos do antigo Mercado Azul possam ser utilizados, desde já, para o parqueamento das ambulâncias que, muitas vezes, trazem e esperam pelos doentes.

250 mil consultas anuais

Fundado em 1923, o Instituto Português e Oncologia de Lisboa recebe doentes de toda a zona sul do país, contando atualmente com cerca de 1800 funcionários. O IPO realiza, anualmente, mais de 250 mil consultas, 7600 cirurgias, 30 mil sessões de quimioterapia e 83 mil de radioterapia.

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