Nos últimos dois anos houve 47 polícias expulsos por crimes

Em 2013, a GNR expulsou 22 elementos, a PSP 13, a Guarda Prisional 10 e a Polícia Judiciária dois. São efetivos demitidos por participação em crimes, da corrupção ao roubo

Paulo Pereira Cristóvão, ex-inspetor da unidade da Polícia Judiciária que combate o banditismo e o crime organizado, que ontem ficou em prisão preventiva (ver caixa) acabou detido pelos antigos colegas por suspeita de participação num bando de assaltantes à mão armada em que se incluíam elementos da PSP. No meio do escândalo do caso Joana, em que foi acusado e absolvido do crime de tortura à mãe da menor, Leonor Cipriano, Pereira Cristóvão pediu a exoneração da PJ, polícia da qual saiu há oito anos.

Mas Paulo Pereira Cristóvão, que é também ex-dirigente do Sporting, é apenas o último caso mediático de um antigo polícia detido por alegada participação em crimes. Têm sido às dezenas os casos nos últimos anos. Em 2013 e 2014, foram expulsos 47 elementos das forças PSP, GNR, Polícia Judiciária e Guarda Prisional (esta não é um órgão de polícia criminal mas uma estrutura de segurança). Especialistas na mente criminosa como Carlos Poiares e Carlos Ademar justificam estes casos com a facilidade, o conhecimento do sistema e a sensação de impunidade que estes elementos têm.

Segundo dados oficiais facultados pelas várias forças ao DN, a proporção de expulsões decretadas na sequência de processos já fechados por crimes como corrupção, extorsão, tráfico de droga ou roubos, foi a seguinte: na GNR 22 elementos expulsos ou demitidos (16 em 2013 e seis em 2014), na PSP foram 13 (dez agentes e três chefes); na Guarda Prisional foram 10 (sendo que em três destas situações os guardas expulsos não foram punidos em sede judicial) e na Polícia Judiciária houve duas expulsões.

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