Sindicato pede intervenção urgente de Passos Coelho

O Sindicato da Construção de Portugal anunciou ir pedir uma audiência urgente ao primeiro-ministro para reivindicar o reinício das obras na Autoestrada do Marão e acusa o ministro da Economia de falta de "capacidade negocial" neste processo.

Pela terceira vez, as obras pararam no Túnel do Marão, inserido na autoestrada que vai ligar Amarante a Vila Real. Já passou mais de meio ano e não há previsões para o reinício dos trabalhos nem explicações para a suspensão.

Hoje, o presidente do Sindicato da Construção de Portugal, Albano Ribeiro, subiu mais uma vez à serra do Marão e, junto à boca nascente do túnel, reivindicou o reinício das obras. O ministro da Economia e Obras Públicas, Álvaro Santos Pereira, foi o alvo de todas as críticas do sindicalista que pediu a demissão do governante.

Albano Ribeiro acusou o ministro de "falta de capacidade negocial", de "não saber conviver democraticamente" e de nem sequer responder aos pedidos de audiência feitos pelo sindicato".

"Acho que é uma brincadeira de mau gosto o que ele está a fazer a esta instituição", frisou.

Instituição essa que, segundo o sindicalista, apenas quer evitar que os túneis se "transformem numa habitação de luxo para raposas ou coelhos".

"O senhor Álvaro (ministro da Economia) não está a ter respeito, quer pelas famílias, quer pelos trabalhadores, quer pelos milhões que estão aqui investidos do Estado", sublinhou.

Por isso mesmo, Albano Ribeiro anunciou que vai pedir uma audiência urgente ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que foi candidato às legislativas pelo distrito de Vila Real.

O responsável lamentou ainda que nenhum dos autarcas, deputados eleitos pelos distritos transmontanos ou mesmo governantes tenham aceite o desafio lançado pelo sindicato para se juntarem à conferência de imprensa que decorreu hoje de manhã, junto à obra.

A construção da Autoestrada do Marão, que inclui o maior túnel rodoviário da Península Ibérica, não tem sido um processo pacífico.

Duas providências cautelares interpostas pela empresa Águas do Marão ditaram as duas primeiras suspensões na escavação do túnel. Esta terá sido a primeira causa dos problemas que estão a afetar o projeto.

A isto juntou-se o corte de financiamento por parte do sindicato bancário que financia a obra. O fundo de risco é outra das questões que está, agora, a travar o acordo entre a concessionária e o Governo.

Trata-se de um fundo que visa compensar a exploração por eventuais perdas na procura de tráfego. A concessionária teme que possa haver menos trânsito nesta via do que o inicialmente previsto.

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