Obra para travar ruína de igreja começa este mês

A igreja seiscentista de Santo António, na cidade de Viana do Castelo, vai ser alvo, a partir deste mês, de uma intervenção para "evitar a ruína", informou à Lusa hoje o presidente do executivo municipal.

"Nesta fase, o que se pretende é conter o nível de degradação e ameaça de ruína que é preocupante", afirmou José Maria Costa.

A intervenção de consolidação e reforço estrutural está orçada em cerca de 122.843 euros e tem um prazo de execução de mais de cinco meses.

O autarca socialista explicou que a empreitada tem financiamento do ON.2 - O Novo Norte (Programa Operacional Regional do Norte). O município, adiantou, "vai apoiar financeiramente a obra, assumindo a componente nacional da candidatura" e "garantir o apoio técnico da intervenção a realizar nas paredes e nos telhados", tal como consta do protocolo estabelecido entre a autarquia e a paróquia de Santa Maria Maior.

Em risco de colapso há vários anos, a também conhecida como igreja do Convento de Santo António, foi construída em 1625, sendo considerada como um exemplar único da época, descrito pelos especialistas como possuindo "características arquitetónicas muito importantes", apesar do seu avançado estado de degradação.

Por precaução, o templo está fechado há mais de cinco anos.

Segundo o pároco local, um relatório do Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR) apontava em 2012 para o risco de "derrocada" ao nível da parede norte e dos telhados daquele templo.

"Esta igreja era propriedade da Câmara Municipal, mas foi-nos cedida há cerca de seis anos, já muito debilitada. O problema é que, sozinhos, não temos recursos financeiros para assumir esta reabilitação", admitiu, na ocasião, o padre Armando Dias.

Para o próximo quadro comunitário de apoio está a ser preparada, em parceria com a paróquia, uma nova candidatura para a reabilitação do interior do templo, desde o altar-mor às peças de arte sacra.

José Maria Costa escusou-se a apontar o valor desta fase das obras por se tratar de "uma intervenção muito complexa", cujo levantamento está ainda a ser elaborado pela paróquia de Santa Maria Maior.

"É uma pena enorme o estado a que chegou, nomeadamente porque no interior tem uma talha riquíssima, frescos do século XVII e duas catacumbas lindíssimas", reconheceu o padre Armando Dias.

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