GNR mata a tiro ocupante de uma viatura em fuga

Uma patrulha da GNR de Fânzeres, Gondomar, baleou hoje um dos três ocupantes de uma viatura em fuga, que acabou por morrer, revelou o Comando-Geral da corporação.

O disparo fatal foi efetuado no decorrer de uma perseguição policial, que se iniciou cerca das 10:30 em São Pedro da Cova e terminou meia hora depois, em Fânzeres, explicou à Lusa o major Gonçalo Carvalho, do Comando-Geral da GNR.

"Após a imobilização do veículo perseguido, os guardas verificaram que um dos disparos tinha atingido um dos ocupantes que, apesar de ter sido logo assistido pelo INEM, acabou por falecer", detalha um comunicado da corporação.

Segundo a versão policial, a viatura foi perseguida porque os ocupantes "assumiram um comportamento suspeito", ante a proximidade da patrulha da GNR, "e de imediato se colocaram em fuga", encetando "uma sucessão de manobras perigosas".

Ainda segundo a versão do Comando-Geral, durante a perseguição que se seguiu, os militares dispararam "dois tiros de advertência para o ar", mas, mesmo assim, os suspeitos não pararam a marcha da viatura.

Já nas proximidades de Fânzeres, os polícias "notaram alguns movimentos considerados como muito suspeitos no interior da viatura" e aperceberam-se de que um dos indivíduos "estava na posse de um objeto escuro semelhante a uma arma", relata a GNR.

Um dos militares disparou, então, três tiros em direção à viatura, um deles fatal para um dos ocupantes.

A patrulha agiu deste modo "perante o aumento da ameaça à integridade física dos elementos da Guarda e de quem circulava na via, não só pela condução dos suspeitos como também pelo possível porte de arma", justifica o comunicado.

A GNR, que anunciou a abertura de um inquérito interno para apurar as circunstâncias do incidente, comunicou o caso à Polícia Judiciária.

No seu comunicado, a GNR diz que os ocupantes da viatura, com idades entre 20 e 25 anos, possuíam registo criminal e tinham saído de um estabelecimento prisional há cerca de duas semanas.

Acrescenta que o condutor, para além de não ter carta de condução, já tinha sido condenado por atropelamento e fuga.

Este foi pelo menos o sexto caso, desde outubro de 2006, em que efetivos da GNR da área da Grande Porto atingiram civis a tiro.

A 03 de outubro de 2006, um soldado da GNR fez seis disparos em direção ao carro no qual seguiam quatro jovens, na sequência de uma perseguição automóvel que começou nas Guardeiras, na Maia, e terminou na avenida da Boavista, no Porto.

Cinco dias depois, uma perseguição policial de uma brigada do dispositivo territorial da GNR terminou em Grijó, Gaia, com disparos dos militares que feriram dois dos três ocupantes da viatura.

Já em 09 de junho de 2008, um homem foi baleado após perseguição da Brigada de Trânsito, que terminou em Baguim do Monte, Gondomar.

Cerca de um mês mais tarde, em 05 de julho de 2008, um homem, de 25 anos, foi baleado na cabeça pela GNR, em Gondomar, depois de alegadamente tentar atropelar dois agentes, numa tentativa de fuga a uma operação STOP, de acordo com explicações dadas então pelo Comando-Geral da corporação.

Já em 13 de janeiro de 2010, um militar da GNR baleou mortalmente um condutor, durante uma perseguição na A43 (IC29). O homem foi atingido de costas, a cerca de 20 metros de distância, e o disparo provocou-lhe a morte imediata devido à perfuração dos pulmões e do coração.

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