Autarca pede separadores centrais no antigo IP5

O presidente da câmara de Vouzela sugeriu ao secretário de Estado das Obras Públicas a colocação urgente de separadores centrais nos locais mais problemáticos do antigo Itinerário Principal (IP) 5 no concelho, atendendo ao aumento de tráfego previsto.

Telmo Antunes (PSD) contou que, numa reunião que teve com o secretário de Estado a propósito da cobrança de portagens na A25, alertou para a necessidade de serem feitas obras no antigo IP5, entre o nó nascente de Viseu e o nó existente antes de Cambra. O autarca foi informado sobre a colocação de dois pórticos no troço da A25 que atravessa o concelho de Vouzela, um antes do nó de Cambarinho e outro antes do nó de Sacorelhe, no sentido Aveiro-Viseu. "Estou convencido de que, com o início do pagamento de portagens, muita gente vai passar a usar aquele troço do IP5" como percurso alternativo à A25, referiu, lembrando que os seus "dois pontos negros" continuam sem ser intervencionados.

Segundo Telmo Antunes, tratam-se de "curvas seguidas de retas prolongadas", onde antes da abertura da A25 se registavam frequentemente acidentes graves, muitos dos quais com vítimas mortais. "Penso que a colocação de separadores centrais poderá poupar muitas vidas, porque os acidentes mais graves resultaram de despistes seguidos de choques frontais", justificou. Havendo separadores centrais, no caso de uma viatura se despistar "bate e retorna para a mesma via", acrescentou. Além desses "pontos negros de mortalidade", o autarca avisou que todo o traçado do IP5 está "em más condições", nomeadamente sem sinalização.

"Estou convencido de que têm de ser feitas obras, mas não me foi dada qualquer garantia nesse sentido", lamentou. Telmo Antunes alertou ainda o secretário de Estado das Obras Públicas para a necessidade de obras na Estrada Nacional 16, com a construção de traçado em variante entre as Termas de S. Pedro do Sul e Vouzela. "Essa será uma solução a médio prazo, porque é mais complicada de fazer do que colocar um separador central. Mas a verdade é que, com o passar dos anos, estas vias vão ficando ultrapassadas em termos de qualidade", acrescentou.

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