Nogueira elogia professores e culpa ministro

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, elogiou os professores pela "expressão imensa" que deram à greve de hoje, "acima dos 90%", considerando que o impacto do protesto - associado a outros, como a manifestação de sábado e as greves ao serviço às avaliações - "fragiliza" a posição do ministro, Nuno Crato, e reforça as esperanças dos sindicatos de anular medidas como a mobilidade especial e as 40 horas semanais.

Em relação aos alunos afetados pela greve - a Fenprof concordou com os números lançados pelo Ministério, que apontam para 30% de provas não realizadas (mais de 22 mil alunos), Mário Nogueira responsabilizou o Governo, por ter recusado reagendar o exame para dia 20, a solução proposta a 11 deste mês pelo colégio arbitral que decidiu não decretar serviços mínimos.

"Teria sido o mais acertado", disse Nogueira, lembrando que os sindicatos tinham garantido que não mudariam a data da greve para a fazer coincidir com o novo dia de exame: "Estaríamos hoje a dizer que tivemos uma enorme greve, com mais de 90% de adesão, e não estaríamos a dizer que mais de 20 mil alunos não fizeram os exames".

O porta-voz da Plataforma de sindicatos defendeu ainda que alunos e encarregados de educação deram mostras de terem "compreendido" que a greve se destinava a defender "a escola pública", elogiando também os diretores "que cumpriram a lei e, em certos casos, também fizeram greve".

Por outro lado, denunciou possíveis "ilegalidades" na forma como os professores destacados para os exames foram substituídos, em alguns casos, disse, "por técnicos especiais não habilitados" para as funções.

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