Não é altura de discutir partilha de informação

A Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG) defende que a partilha de informações entre polícias necessita "há muito de ser ajustada à realidade portuguesa" embora considere não ser este o ""timing` adequado para resolver a questão".

Num comunicado a que a agência Lusa teve hoje acesso, a ASPIG argumenta que esta não é a altura para resolver a partilha de informações entre polícias, por Portugal ""estar a braços` com uma escalada de incêndios, nos quais já morreram vários bombeiros", pela necessidade de os órgãos de polícia criminal estarem em sintonia "para entenderem as medidas políticas que lhes retiram direitos adquiridos" num momento em que "tudo aponta para mais "cortes` nas forças de segurança".

A ASPIG reagia assim a uma notícia avançada pela edição de quinta-feira do Jornal de Notícias -- a qual diz não compreender -- e que referia que "a GNR está a ocultar informações à PJ sobre detidos por suspeita de incêndio".

Segundo o matutino, em causa está uma "comunicação interna, enviada a todos os postos da GNR e a que o JN teve acesso, estabelecendo que por "determinação verbal` do tenente-general comandante-geral [Newton Parreira] são definidas as normas de atuação dos militares em situações de detenção ou de identificação de suspeitos do crime de incêndio florestal".

Uma ordem interna que -- acrescentava o jornal - "manda entregar detidos e papéis ao Ministério Público", enquanto a lei "obriga a comunicar à Polícia Judiciária".

"Qualquer notícia sobre procedimentos administrativos -- alegadamente menos regulares -- só vem desviar as atenções sobre aquilo que realmente deve preocupar um órgão de polícia criminal: as Leis orgânicas e estatutárias, o sistema de saúde, o horário de trabalho, a eficácia/eficiência no cumprimento da missão, principalmente no que concerne à grande criminalidade", conclui a nota da ASPIG.

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