ONU. Guterres vence quarta votação com 12 votos a favor

António Guterres recebeu 12 votos a favor e dois negativos na votação desta sexta-feira para a liderança da ONU

O ex-primeiro-ministro português António Guterres venceu a quarta votação informal e secreta que decorreu esta sexta-feira em Nova Iorque, segundo fontes diplomáticas na sede da ONU citadas pela Reuters.

Guterres recebeu 12 votos a favor, dois contra e um neutro, o que dá mais um favorável e menos um desfavorável face à votação anterior.

Em segundo lugar manteve-se o eslovaco Miroslav Lajcak com 10 votos a favor, quatro contra e um neutro. Este candidato, a exemplo de Guterres, recebeu também mais um voto favorável e menos um negativo que na votação anterior.

Em terceiro lugar manteve-se o sérvio Vuk Jeremic (com nove a favor, quatro contra e dois neutros), seguindo-se o macedónio Srgjan Kerim (8-7-0).

A primeira mulher surgiu em quinto lugar e foi a búlgara Irina Bokova (7-5-3), seguindo-se o esloveno Danilo Turk (7-6-2), a argentina Susana Malcorra (7-7-1), a neozelandesa Helen Clark (6-7-2), a costa-riquenha Christiana Figueres (5-10-0) e a moldava Natalia Gherman (3-11-1).

Com estes resultados, pelo menos duas das cinco mulheres na corrida - Christiana Figueres e Natalia Gherman - dificilmente poderão manter as suas candidaturas: a primeira manteve 10 dos 12 votos negativos da terceira votação, enquanto a segunda ficou com 11 dos 12 nãos.

Também Susana Malcorra e Helen Clark terão visto diminuir as suas hipóteses com esta quarta votação: a argentina baixou dois lugares (embora mantendo a mesma votação) e a neozelandesa passou de sétima para oitava (com o mesmo número de votos favoráveis e menos um "não").

O embaixador do Reino Unido junto da ONU, Matthew John Rycroft, considerou que o "mínimo absoluto" para um candidato à sucessão de Ban Ki-moon implica ter nove votos favoráveis e nenhum veto dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança.

A votação secreta desta sexta-feira foi a última antes de se iniciar a tradicional reunião de setembro dos chefes de Estado dos países membros da ONU, dentro de semana e meia, estando já definidas as duas próximas idas às urnas.

A próxima será dia 26 e a outra na primeira semana de outubro, esta já com cartões coloridos por parte dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e que permite saber se algum deles exerce o seu direito de veto.

As três primeiras votações foram ganhas por António Guterres, a primeira em julho (entre 12 candidatos) e as duas seguintes em agosto (a segunda com 11 nomes e a terceira com 10).

Guterres venceu a primeira com 12 votos de encorajamento e nenhum de desencorajamento, ganhou a segunda com 11 votos a favor e dois contra, tendo as posições neutras passado de três para duas. Na terceira obteve 11 votos a favor, três contra e um neutro.

O vencedor da eleição para secretário-geral da ONU necessita de pelo menos nove votos a favor e nenhum veto entre os atuais 15 membros do Conselho de Segurança: EUA, Rússia, China, Reino Unido, França, Angola, Egito, Espanha, Japão, Malásia, Nova Zelândia, Senegal, Ucrânia, Uruguai e Venezuela.

A Nova Zelândia, que apoia oficialmente a candidata do seu país Helen Clark, tem este mês a presidência do Conselho de Segurança mas delegou na Rússia - que lhe sucederá em outubro - a responsabilidade pela realização das votações.

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