Município de Estarreja prestes a atingir o pleno emprego

Diamantino Sabina, presidente da Câmara de Estarreja, alerta para a falta de mão-de-obra qualificada

O presidente da Câmara de Estarreja, Diamantino Sabina, disse hoje que o município está prestes a atingir o pleno emprego e alertou para a falta de mão-de-obra qualificada.

Diamantino Sabina falava no seminário "O Futuro do Ensino Profissional nas Empresas e na Economia da Região", que integra a "Semana da Educação".

"Neste momento a região de Aveiro está quase a bater o pleno emprego. Andamos no limiar do pleno emprego. Estarreja andará pelos 6% de desemprego. Nós somos 27 mil e, inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional, são 770, portanto rapidamente vamos chegar ao pleno emprego", disse.

Há novas empresas a instalar-se que precisam de mão-de-obra diferenciada e qualificada

O autarca referiu que, em quatro anos, o número de empresas alojadas no Eco Parque Empresarial passou de 14 para 27 e que continua a haver investidores interessados.

O presidente da Câmara de Estarreja deu conta de que está a haver uma tendência de aumento salarial

"Há novas empresas a instalar-se que precisam de mão-de-obra diferenciada e qualificada e eu espero que eles não se deparem com a dificuldade em arranjar mão-de-obra, porque o meu receio é que se chegue a um ponto em que comecem a desistir", comentou.

O presidente da Câmara de Estarreja deu conta de que está a haver uma tendência de aumento salarial, devido à escassez de mão-de-obra qualificada, que é disputada entre as empresas que se fixaram no concelho.

"As empresas disputam os empregados, umas vão buscar às outras os profissionais, aliciando-os com melhores ordenados e, nesse aspeto, é bom, porque os ordenados são mais altos, mas é mau para a atração do investimento", disse.

Para Diamantino Sabina nota-se, sobretudo, a falta de quem substitua os mestres que foram formados nas antigas escolas comerciais e industriais e que se vão aposentando, devido a erros de várias décadas.

"Hoje já não temos quem os substitua. Temos pessoas com falta de vocação que vão para o ensino profissional de hoje, temos pessoas que não têm alternativa e temos pais que, culturalmente, querem que os filhos sejam doutores e engenheiros. Esta é a nossa realidade, mas é preciso uma campanha a dar conta de que a formação profissional é também uma via credível que dá bons empregos, como se pode constatar hoje em qualquer unidade fabril, aqui no concelho de Estarreja", concluiu.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG