Morte de Filipe terá sido ato de violência gratuita

Daniel confessou autoria de homicídio com barra de ferro. Porém, não revelou motivos. Jovem tem um passado de pequena delinquência. Ficou em prisão preventiva.

Na noite de segunda para terça-feira desta semana, Filipe (14 anos) subiu ao quarto andar de um prédio em Salvaterra de Magos. Ao seu lado, Daniel (17), com a chave na mão de um apartamento onde já viveu com o seu padrasto, abriu-lhe a porta. O que depois se terá passado e que levou à morte de Filipe é ainda um mistério para a Polícia Judiciária que, ontem, apresentou Daniel ao tribunal de Santarém como suspeito da morte do jovem, que foi agredido com uma barra de ferro. O juiz de instrução decretou-lhe a prisão preventiva e os inspetores da PJ - a quem terá confessado a autoria do crime - levaram-no para a cadeia de Leiria. Está indiciado por um crime de homicídio qualificado e um de profanação de cadáver.

Daniel foi, desde a primeira hora, o suspeito de estar ligado ao desaparecimento de Filipe. Além do passado recheado de pequena violência - esteve internado entre os 14 e os 16 anos em dois centros educativos, Navarro Paiva e Padre António Vieira, tendo regressado a casa no ano passado após uma avaliação do Instituto de Reinserção Social -, o facto de na terça-feira de manhã se ter apresentado no posto da Guarda, queixando-se de ter sido vítima de agressões em Samora Correia, também levantou dúvidas aos militares da GNR. Que aumentaram quando voltou várias vezes ao posto. Sempre por sua iniciativa e sempre com alterações nos factos que ia apresentando. Situação estranha que aumentou as suspeitas de que algo se teria passado. Até porque a mãe de Filipe Diogo já tinha denunciado o desaparecimento do filho.

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