Morgado quis reunir-se com PGR para pedir apoio no caso Citius

Encontro aconteceu ainda na quarta-feira, depois de se saber que o técnico da PJ suspeito de ocultar informações trabalhou com a diretora do DIAP de Lisboa.

A procuradora-geral da República (PGR) surpreendeu ontem ao divulgar um comunicado, a meio da tarde, em que garantia que Maria José Morgado não é suspeita de nenhum crime no caso do bloqueio do Citius. Este esclarecimento, raro na prática da responsável da investigação criminal, surge depois de a própria diretora do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) ter pedido uma reunião com Joana Marques Vidal, que decorreu ainda na quarta-feira. Nesta conversa terá ficado esclarecido "todo o contexto relativo a este episódio", segundo apurou o DN.

A resposta da chefe do Ministério Público surgiu ontem em forma de comunicado, em que a PGR esclarece que Maria José Morgado "em momento algum da participação recebida do Ministério da Justiça é indicada como suspeita". Em causa o relatório enviado pelo Ministério da Justiça (MJ) na sexta-feira em que se fala em alegada sabotagem por parte de dois técnicos de informática da PJ ao sistema Citius. Esta manobra da PGR vem assim dissipar algumas dúvidas relativas ao facto de Hugo Tavares, um dos suspeitos e braço direito de Morgado durante alguns anos no DIAP de Lisboa, ter avisado a procuradora--geral adjunta do crash que a Justiça poderia enfrentar com a transição eletrónica de processos na data de entrada em vigor do novo mapa judiciário, a 1 de setembro.

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