Ministro da saúde vai renegociar preço das colonoscopias

Adalberto Campos Fernandes considera que o valor acordado pelo governo anterior é excessivo

O ministro da saúde anunciou esta quarta-feira que vai renegociar o preço pago pelas colonoscopias, considerando que o valor acordado pelo governo anterior é excessivo. Adalberto Campos Fernandes afirmou que espera terminar o ano com um saldo negativo do SNS no valor de 179 milhões, um valor inferior a 2015, que fechou com um défice 259 milhões de euros.

"Os valores que estamos a pagar pelos exames complementares de diagnóstico são os negociados pelo anterior governo. As colonoscopias estão a ser pagas a preços excessivos e estamos a preparar-nos para o renegociar. Os acordos feitos de remediação são sempre priores. Temos nos exames e meios de diagnóstico um problema e estamos a ver se é possível rever os preços, não retirando o direito de acesso aos doentes", afirmou em resposta ao deputado do PSD Miguel Santos que questionou Adalberto Campos Fernandes sobre as contas do SNS e o aumento das despesas com exames e dívida dos hospitais.

Sobre estas, o ministro adiantou que os dois primeiros meses fecharam com um saldo negativo de 20 milhões de euros e que para o final deste ano a estimativa é de um saldo negativo de 179 milhões euros, inferior aos 259 milhões de défice com que o SNS fechou as contas em 2015. "Em período homólogo não havia os gastos com a hepatite C e o orçamento foi aprovado com atraso, o que também atrasou o acordo com a indústria farmacêutica (Apifarma) e por isso nos dois primeiros meses não se receberam notas de crédito", disse, explicando que o acordo com a Apifarma para este ano é de 200 milhões de euros.

Acordo com as Finanças

Adalberto Campos Fernandes anunciou também que chegou a acordo com as Finanças para simplificar o processo de contratação de médicos de família. "Conseguimos em negociação com Ministério das Finanças negociar simplificação do processo dos jovens médicos, retirando a entrevista. Vai ser possível que entrem em junho, em vez de outubro, nos centros de saúde. Serão os primeiros a escolher vagas e as sobrantes serão ocupadas por médicos de família aposentados", referiu o ministro, salientando que entre reformas e novos especialistas ficam a faltar 200 médicos de família, número que esperam conseguir contratar até ao final do ano.

Quanto à contratação de enfermeiros, que admitiu estarem em falta no SNS, explicou que não será possível contratar tantos profissionais quantos seriam necessárias, mas que "pela primeira vez teremos um número aproximado do contingente necessário". O concurso que está em curso para mil vagas está a revelar-se demorado porque para estas concorreram cerca de 11 mil enfermeiros. "Estamos a fazer possível com os sindicatos e as Finanças para introduzir mecanismos facilitadores, porque queremos estes 1000 enfermeiros no SNS até final do ano".

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