Ministro da Economia admite que o turismo nacional beneficia com a crise no Mediterrâneo

Caldeira Cabral considerou que desenvolvimento do turismo nacional se deve a "boas e más razões" que Portugal tem aproveitado da melhor forma

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, admitiu esta terça-feira que o turismos em Portugal tem tido "uma evolução muito favorável", que se deve a "boas e más razões", sendo que essas más razões se prendem principalmente com "a crise que se vive no Mediterrâneo e desviou para Portugal - um porto seguro - muitos turistas que se espalhavam por mais países"

Caldeira Cabral, que esteve presente na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, precisou que estas são as "más razões" do bom desempenho do turismo, as quais não podem ser controladas, mas das quais Portugal está a "beneficiar".

Em relação às "boas" razões para o desenvolvimento do turismo nacional, o Governante destacou a qualidade da oferta turística portuguesa, a capacidade de receber bem em Portugal, de se ter boas empresas e de as empresas da área do turismo terem sabido dar uma boa resposta.

"E são também boas razões que vêm do passado, em que soubemos com investimento aumentar a capacidade, a qualidade, simplificámos e abrimos a legislação e permitimos um aumento da oferta no turismo local", acrescentou o governante.

Caldeira Cabral recordou que as perspetivas para o turismo em 2016 são de um ano ainda melhor do que os passados, face ao nível de reservas superior ao de anos anteriores e ao bom desempenho que já mostram outros indicadores económicos do setor.

A rede de Escolas do Turismo de Portugal é constituída por 12 escolas, entre as quais a Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, nas quais se formam mais de 3.000 alunos por ano.

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