Ministra: Fraldas nos hospitais "têm asas e desaparecem"

A ministra da Saúde, Ana Jorge, avisa os hospitais que é preciso controlar o número de fraldas fornecidas por doente, mas assegura que as instituições têm verbas para dar aos utentes o que é essencial.

"Muitas vezes as fraldas têm asas e desaparecem, como outros produtos do hospital. Tem de haver um controlo do número de fraldas fornecidas. É preciso gerir muito bem o número de fraldas que se gastam num serviço, quer para crianças, quer para adultos", comentou Ana Jorge em entrevista à Lusa.

Para a ministra, neste momento "não há nenhuma razão para que os hospitais não tenham capacidade de gerir e de ter tudo o que é essencial para o doente com as verbas que têm".

Nos últimos dias têm sido noticiados casos de hospitais com falta de material e que pedem aos doentes para levar de casa fraldas, leite ou outros materiais, mas a ministra diz desconhecer esta falta de meios e quais os hospitais que estão a fazer estes pedidos.

Em relação a produtos descartáveis, como as fraldas, Ana Jorge pede a todos - profissionais de saúde e cidadãos - para se lembrarem de que os produtos usados nos hospitais saem dos impostos comuns.

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