Ministra enfrenta oposição na AR e pais na rua

A ministra da Educação terá na terça-feira duas manifestações à porta da Assembleia da República enquanto falar aos deputados, com pais e professores a protestarem por razões distintas.

Enquanto Isabel Alçada estiver a tentar esclarecer os deputados, a pedido do CDS-PP e do BE, cá fora far-se-ão ouvir os protestos dos pais com filhos em colégios com contratos de associação com o Estado e dos professores de Educação Visual e Tecnológica (EVT). Das cerca de 90 escolas privadas com contrato de associação, estarão mais de 600 pessoas, de acordo com os cálculos do movimento SOS Educação. Os encarregados de educação destes estabelecimentos têm protagonizado vários protestos, incluindo o encerramento de escolas, contra a redução do financiamento público.

Na semana passada foi divulgado um estudo encomendado pelo Ministério da Educação que aponta para a redução de 10 por cento do número de turmas financiadas e extinção de contratos com vários estabelecimentos. O documento é contestado pelo SOS Educação que rejeita chamar-lhe "estudo" e considera que veio agravar as preocupações dos pais. Existe ainda a possibilidade de alguns elementos do movimento assistirem à audição. O mote deste protesto vai assentar numa sátira aos livros escritos pela ministra. "Chega de Aventuras, Queremos a Verdade" é a palavra de ordem que se ouvirá para exigir "um estudo independente ao custo concreto das escolas públicas", disse à Lusa o porta-voz do movimento, Luís Marinho.

No final da audição será votada uma proposta do PSD para que o Conselho Nacional de Educação elabore um estudo sobre o custo por aluno no ensino público. Também os professores de EVT se preparam para reunir junto ao Parlamento e enviar uma delegação ao interior. Poderão estar cerca de 500 professores concentrados frente à AR, de acordo com contactos efetuados pela Lusa, mas antes um grupo da direção da Associação Nacional de Professores de Educação Visual e Tecnológica (ANPEVT) tentará mais uma ronda de contactos informais com os partidos para apresentar as suas preocupações: a manutenção do posto de trabalho depois de o Governo ter decidido manter apenas um professor do par que atualmente assegura a disciplina. A medida, diz o presidente da associação é "meramente economicista" e foi tomada sem ter em conta "qualquer critério pedagógico".

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