Ministério quer relatórios de mamografias feitos à distância. Regras impedem

Norma da Direção-Geral da Saúde diz que não é possível ter relatórios à distância porque é exigida a presença de um radiologista no exame.

O Ministério da Saúde quer pôr empresas privadas a fazer relatórios de mamografias à distância, o que vai contra as regras publicadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS), que dizem que os exames de rastreio do cancro da mama não podem ser feitos por telerradiologia e exigem a presença de um médico da especialidade. Associação de radiologistas afirma que relatório à distância é inadmissível e que a falta de qualidade das imagens pode levar a maus diagnósticos.

A telerradiologia tem sido um recurso habitual nos hospitais, sobretudo no apoio às urgências, por causa da falta de radiologistas nos hospitais públicos. Quando o médico não está presente, a solução tem sido fazer exames como TAC por um técnico, que envia as imagens para que o relatório, que tem de ser feito por um médico, seja realizado à distância através de empresas. Agora, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) têm em consulta pública um acordo-quadro que estabelece as primeiras regras para a telerradiologia, os requisitos mínimos a cumprir e o tipo de relatórios a fornecer. A contratação é feita pelo preço mais baixo. E entre os relatórios que os hospitais podem contratar para serem feitos à distância estão mamografias. O que esbarra com as regras definidas pela DGS.

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