Ministério avança com leilões na saúde para poupar até 45 milhões de euros

Novo método foi testado pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde em 2014 com 50 medicamentos. Este ano já o fizeram na aquisição de vacinas.

O método é inovador e foi testado no ano passado pela primeira vez na saúde para conseguir poupanças adicionais na compra de medicamentos. E o leilão eletrónico permitiu ao Estado poupar 1,4 milhões de euros. Este ano os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), entidade responsável pela central de compras, quer generalizar o seu uso e já o fez na aquisição de vacinas do Plano Nacional de Vacinação. Até ao final do ano, espera poupar até 45 milhões de euros com recurso a leilões.

"Em 2014 a SPMS realizou uma aquisição centralizada de 50 medicamentos com recurso ao leilão eletrónico. A poupança foi de 1,4 milhões de euros. Foi a primeira vez que se realizou esta iniciativa na saúde e será recorrente em 2015", explicou ao DN Artur Mimoso, vogal com a área das compras na SPMS. Este ano esperam investir 300 milhões de euros na compra centralizada de vacinas e medicamentos oncológicos e antirretrovirais. "Esperamos conseguir poupar entre 10% a 15% com o recurso aos leilões eletrónicos", adianta. Ou seja, espera conseguir poupar entre 30 milhões e 45 milhões de euros.

Outra solução inovadora que Henrique Martins, presidente da SPMS, destaca é o projeto-piloto que avançou na telemonitorização dos doentes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), o qual "permitiu poupar ao SNS 16 milhões de euros no ano passado".

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