Min. Saúde: "Não há nenhuma razão para alarme"

A ministra da Saúde anunciou que Adriano, o menino de dez anos que morreu ontem no Hospital de Dona Estefânia, tinha uma doença congénita que, conjugada com a gripe A, terá agravado o seu estado clínico.

A ministra da Saúde, Ana Jorge, proferiu hoje uma conferência de imprensa para anunciar os resultados da autópsia à criança de dez anos que morreu ontem, contaminada com o vírus da gripe A (H1N1).

“A autópsia realizada hoje [a Adriano, o menino que morreu ontem] refere alterações compatíveis com a gripe A”, disse a ministra, acrescentando que foi comprovada a “existência de uma doença cardíaca agravada pela infecção pelo vírus H1N1”.

A autópsia aponta, assim, a “provável existência de uma cardiomiopatia prévia”, uma “alteração congénita do músculo cardíaco” que geralmente não apresenta sintomas e causa morte súbita.

"Esta criança foi atendida adequadamente nos serviços por onde passou, e o quadro clínico apresentava-se de forma benigna, com indicações para vigiar os sintomas e ser levada a outro local caso os mesmos se alterassem", declarou. Ana Jorge afirmou ainda que, se a criança não tivesse a patologia congénita "ultrapassaria a fase da gripe sem qualquer problema". Os resultados da autópsia apontam para uma situação de "morte súbita", sendo que a criança "não respondeu à reanimação que foi feita atempadamente".

Apesar de a segunda fase da autópsia ainda não estar terminada -  segundo Ana Jorge, "é preciso certificar muitos dos exames fazendo exames histológicos, com a recolha de tecidos para análise" - a ministra indicou que esta autópsia é conclusiva.

"O Ministério da Saúde apresenta sentidas condolências à família", disse Ana Jorge.

A ministra da Saúde encontrou-se com os pais de Adriano e fez-lhes um pedido: "Pedi aos pais que nos ajudassem a transmitir aos outros pais aquilo que são as nossas preocupações, para nos ajudar a ultrapassar esta fase, cumprindo as regras. Se houver este cumprimento passaremos melhor. Não há nenhuma razão para alarme, não há nenhuma razão para as escolas fecharem. A gripe é para ser levada a sério, é um problema de saúde pública."

A madrasta de Adriano esteve esta manhã à porta da Escola EB 2+3 Paula Vicente, que o menino frequentava, pedindo aos pais que não deixassem os seus filhos irem à escola enquanto não houvesse garantias de que não existia um foco de gripe no estabelecimento de ensino.

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