Metro de Lisboa fechado mas barcos a funcionar

O Metropolitano de Lisboa está fechado, sem nenhum comboio a circular, enquanto as ligações de barcos da Transtejo estão a funcionar desde as 06:15, com exceção da Trafaria, disse à agência Lusa fonte das empresas.

Sem avançar números sobre a adesão dos trabalhadores, a mesma fonte adiantou que nenhum comboio do Metro de Lisboa está a andar, estando as estações fechadas.

Na Transtejo e Soflusa, todas as ligações entre Lisboa e Barreiro, Montijo, Seixal e Cacilhas estão a ser feitas, não havendo barcos apenas na travessia Lisboa-Trafaria.

Ainda assim, a fonte avisa que as viagens de barco podem não coincidir com os horários habituais.

A Lusa tentou falar também a CP, a Carris e a STCP, mas até ao momento não obteve resposta.

De acordo com o coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), José Manuel Oliveira, a adesão à greve geral no setor dos transportes oscila entre os 70 e os 100 por cento.

"No setor dos transportes e comunicações, a adesão está a ser significativa", avançou José Manuel Oliveira, ressalvando que a greve é de 24 horas e, por isso, os números são ainda preliminares.

Segundo o coordenador da Fectrans, os comboios da CP estão parados, com a totalidade dos trabalhadores em greve, não estando a ser sequer realizados todos os serviços mínimos.

"O Metropolitano de Lisboa está paralisado, a Soflusa está paralisada, a Trantejo tem apenas uma embarcação a funcionar, a Carris está na ordem dos 50 por cento de adesão, o Metro do Porto só tem uma linha a funcionar, portanto [com uma adesão de] qualquer coisa como 90 por cento, a Rodoviária da Beira Litoral tem uma adesão de 90 por cento, os Transportes Sul do Tejo (TST) estão a 70 por cento e os portos vão estar parados ao longo do dia", avançou.

Esta é a oitava greve geral convocada pela CGTP -- Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses. O protesto surge contra o agravamento da legislação laboral, o aumento do desemprego, o aumento do empobrecimento e as sucessivas medidas de austeridade, acontecendo quatro meses após a última greve geral.

Desta vez, a UGT não se junta ao protesto, ao contrário do que aconteceu a 24 de novembro de 2011 e de 2010, porque a central sindical liderada por João Proença assinou o acordo para a Competitividade, o Crescimento e o Emprego que está na origem da revisão da legislação laboral.

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