Menos 600 mil consultas no primeiro trimestre

Os dados do Ministério da Saúde não deixam dúvidas, em apenas três meses foram realizadas menos 600 mil consultas nos hospitais e nos centros de saúde. Entre Janeiro e Março, os centros de saúde fizeram menos 552 340 consultas do que no mesmo período do ano passado.Nos hospitais a redução foi menos expressiva: menos 40 626.

Segundo a monitorização mensal da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), houve quase três milhões de consultas nos hospitais, mas a redução de 1,4% é explicada pelo organismo com a redução de três dias úteis em relação ao ano passado, de 65 para 62. E refere mesmo que tendo em conta os dias úteis a produção até aumentou mais de 3%.

O mesmo não se passou com os centros de saúde. Houve 7,4 milhões de consultas, mais de meio milhão a menos do que no primeiro trimestre de 2012. Como é habitual, as consultas presenciais foram as que tiveram maior redução, mas as não presenciais também sentiram uma diminuição.

Os responsáveis do ministério consideram que a maior aposta nas receitas renováveis - mais quase 600 mil - contribuiu muito também para esta quebra, evitando idas desnecessárias ao médico de família.

No que diz respeito às cirurgias houve um aumento da produção, com mais quatro mil cirurgias, provavelmente devido à maior aposta no ambulatório. As urgências continuam em queda, mas o tempo no internamento parece não dar sinais de abrandamento, tal como pretendia o Ministério da Saúde.

Quanto à execução económico-financeira, o Serviço Nacional de Saúde parece estar no bom caminho, já que tem um saldo positivo de 28 milhões de euros nos primeiros três meses do ano. Houve redução de despesas em 2,5%. Em ambulatório, os gastos com remédios baixaram 13%.

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