Medicina: a paixão e o medo que nunca mais se perdem

O final do ano foi atribulado com a ameaça de falta de vagas para todos os internos. Mas no dia 2 deste mês lá estavam eles, prontos para iniciarem a especialidade que os vai formar enquanto médicos. O DN foi conhecer alguns destes jovens

Não se é médico sem se aprender na prática o que é tratar os doentes. E não há manequins para treinos. "Os doentes tentam perceber quem são os médicos mais novos e os mais velhos. Fui com um aluno tirar sangue, não conseguiu e tirei eu. Disse à doente que tínhamos de tirar mais para análise e ela pediu baixinho: "Faça a doutora, vá lá..." Os doentes reagem bem, mas se virem alguém que lhes parece com mais idade, é esse que pedem. Nós apren- demos com os mais velhos e ensinamos os mais novos", conta Inês Fonseca, 26 anos, que entrou em medicina interna no Hospital de Santa Maria.

Faz parte do grupo de 1526 internos da especialidade que iniciaram a 2 de janeiro a formação final como médicos. Um dos processos mais complicados dos últimos anos. A lista de vagas atrasou-se duas semanas porque não havia lugar para todos. Nervoso miudinho que os atingiu num verdadeiro contrarrelógio entre a data de escolha e a chegada ao trabalho. Agora já parece longe. Agora o mais importante é aprender tudo, porque esta é a missão que escolheram para o resto das suas vidas.

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