Medicamentos para a hepatite C vão continuar a ser comparticipados

O Infarmed e a farmacêutica Gilead Sciences Portugal renovaram hoje o acordo quanto à comparticipação dos medicamentos para o tratamento da hepatite C.

O Infarmed (autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) e a farmacêutica Gilead Sciences Portugal tinham celebrado em fevereiro de 2015 um acordo que estabelecia um plano para tratamento dos doentes com hepatite C, determinando que a farmacêutica é paga quando o doente fica tratado.

No dia 18 de fevereiro de 2015, o Ministério da Saúde apresentou a nova estratégia de tratamento da hepatite C, que incluía os medicamentos inovadores comparticipados a 100% pelo Estado.

A partir desta data os hospitais que tratam doentes com hepatite C puderam encetar o plano de tratamento com os medicamentos do laboratório Gilead.

Segundo um comunicado divulgado pela Gilead, o laboratório e o Infarmed "chegaram hoje a acordo relativamente à comparticipação dos medicamentos para o tratamento da Hepatite C, renovando o entendimento formalizado há dois anos entre as duas entidades", em 2015.

Segundo a mesma fonte, "o processo negocial desenrolou-se ao longo dos últimos meses de forma construtiva, tendo como principais preocupações garantir, por um lado, a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde e, por outro, assegurar que todos os doentes portugueses com Hepatite C continuarão a ter acesso a estes tratamentos inovadores e com elevada taxa de eficácia".

O acordo firmado permite a continuação da "estratégia de eliminação da hepatite C no nosso país, à semelhança de outros países europeus, seguindo as orientações estratégicas definidas pelas mais importantes organizações internacionais de saúde".

O mesmo documento o diretor-geral da Gilead Sciences Portugal, Vítor Papão, realça o facto de que os "tratamentos inovadores" revelaram "taxas de cura superiores a 96%", e "contribuem para a melhoria significativa da qualidade de vida não só dos doentes mas também das suas famílias".

Segundo o Infarmed, os "tratamentos inovadores disponibilizados" permitiram o tratamento de "mais de 10 mil doentes", "sendo que mais de cinco mil estão curados", lê-se no mesmo documento.

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