Mau tempo "varreu" estufas da Póvoa, Vila do Conde e Esposende

O mau tempo destruiu a maior parte das explorações agrícolas da Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Esposende, em prejuízos que ascendem a "alguns milhões de euros", disse à Lusa o presidente da associação dos horticultores da Póvoa de Varzim.

Durante a noite e manhã de hoje, "as estufas foram varridas pela chuva e rajadas de vento", lamentou Carlos Alberto Lino que, e numa primeira análise, avança que "já há prejuízos contabilizados superiores a dois milhões de euros".

Esta estimativa reporta-se apenas a "400 explorações", localizadas na zona da Póvoa de Varzim, mais concretamente nas freguesias de Navais, Aguçadoura, Amorim e Terroso.

Mas, há ainda muitas estufas nos municípios de Vila do Conde e Esposende num total de cerca de "2000 explorações que também foram destruídas pelo mau tempo, mas ainda há que contabilizar esses prejuízos", apontou o também horticultor.

Carlos Alberto Lino contou ainda que, e além das estufas, "há também armazéns e muitos equipamentos, que serviam para a prática agrícola, que ficaram completamente desfeitos.

Os horticultores "vão precisar de ajudas e todos os meios terão que ser acionados", alerta Carlos Alberto Lino que explica ainda que, nesta altura, as autarquias locais, assim como a Direção Regional de Agricultura do Norte, já estiveram no local.

Esta não é a primeira vez que estas explorações são "atacadas" pelo mau tempo, sendo que nos anos de 2010 e 2011 a Horpozim estimou prejuízos na ordem dos quatro milhões de euros.

"Ficámos com as produções todas no chão. Não sei como iremos sobreviver. É o desespero total", concluiu o presidente da Horpozim à Lusa.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG