Marques Mendes considera demissão de ministra inevitável

O comentador da SIC Notícias disse, esta noite, considerar quase impossível que não haver "consequências políticas". "Inevitável", declarou

"Morreram 64 pessoas, 47 numa estrada nacional, para onde foram encaminhadas pelas autoridades. Se a seguir a isto ainda se detetarem erros, falhas descoordenações, acho impossível, impossível mesmo, não haver consequências políticas e não haver a demissão de alguém", defendeu Marques Mendes, esta noite, no seu habitual espaço de comentário na SIC Notícias.

Em entrevista ao DN, na edição deste domingo, Constança Urbano de Sousa, ministra da Administração Interna, admitiu tirar ilações após a investigação do que aconteceu no incêndio de há uma semana em Pedrógão Grande.

Marques Mendes sublinhou que é preciso responder a algumas questões "essenciais". "Tudo isto se passa por volta das 7.00, 7.30 da tarde, mas o fogo começou às 2 da tarde. Há um intervalo de cinco horas em que ainda ninguém ainda conseguiu explicar por que não se não se tomaram as medidas de precaução indispensáveis, porque é que não se encerraram todas as estradas à volta do incêndio, porque é que não se evacuaram as casas no redor. Foi falta de meios, de planeamento, foi negligência?", afirmou o antigo líder do PSD. "A reforma da floresta não tem nada a ver com estas cinco horas", acrescentou.

Crítico das mudanças levadas a cabo pela Administração Interna na estrutura da Proteção Civil, Marques Mendes referiu ainda as falhas de equipamento do SIRESP e o facto de, uma semana depois, ainda não existir uma comissão no terreno "a investigar o que aconteceu".

"O que me parece é que o governo nunca quis fazer uma investigação", apontou, trazendo para o comentário o que aconteceu no incêndio de há um ano, em São Pedro do Sul, em que morreu uma pessoa. "Dá a sensação de que o Governo está com medo, ou que há vontade de esconder ou que está condicionado ou que está mais preocupado com salvar a pele de algum membro do governo do que propriamente em esclarecer a verdade dos factos".

Marques Mendes afirmou que a última semana foi, para o Governo, uma "pantufada na no seu estado de graça".

A comissão de investigação na Assembleia da República, proposta pelo PSD e aceite pelo primeiro-ministro, foi considerada um "absurdo". "Tudo é politizado", lançou.

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