Marcelo:"Eu não entendo que se possa ser governante sem se apostar na cultura"

O Presidente da República defendeu esta sexta-feira a importância da dimensão cultural na governação, afirmando que a "falta de um universo cultural é uma limitação imensa para quem é servidor do povo".

"Eu não entendo que se possa ser governante sem se apostar na cultura", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa durante a inauguração da Feira do Livro do Porto que decorre entre hoje e 18 de setembro nos jardins do Palácio de Cristal.

Para o Presidente da República, "haverá outros méritos significativos (...) mas a falta de um universo cultural é uma limitação imensa para quem é servidor do povo, para quem exerce atividades cívicas".

Momentos depois da apresentação da programação pela comissária geral da feira Maria Bochicchio, o chefe de Estado felicitou o presidente da Câmara do Porto por cumprir um compromisso assumido há três anos "que se traduzia na concretização desta feira do livro".

"Assumir compromissos é cartão de apresentação cívica de quem exerce atividades públicas", assinalou.

Enquanto cidadão, Marcelo Rebelo de Sousa assumiu-se satisfeito com a programação "porque tudo o toca", desde a "Descoberta de Tesouros numa biblioteca", até à "devida homenagem a Virgílio Ferreira" e à escolha de Mário Cláudio "como figura desta feira".

"Há dois dias eu recordava o Porto como capital da liberdade. Hoje recordo como capital da cultura. Mas não há separação entre liberdade e cultura. Não há liberdade sem cultura", frisou.

A Feira do Livro do Porto abre hoje, dia em que são inauguradas as exposições "100 Tesouros da Biblioteca Pública do Porto" e "Reencontro com Vergílio Ferreira".

"100 Tesouros da Biblioteca Pública do Porto" tem curadoria de Fernando Pinto do Amaral e origem numa ideia do antigo vereador da Cultura da Câmara do Porto Paulo Cunha e Silva, organizando-se "em doze núcleos temáticos e cronológicos (...) que dão a conhecer dezenas de obras impressas, [em que] se destacam incunábulos, mas também códices medievais, mapas, litografias e manuscritos diversos", segundo a página da Câmara Municipal.

A abrir agora às 12:00 todos os dias, a Feira do Livro do Porto vai ter como tema "a Ligação" e incluir "69 editoras, 26 livrarias, 16 alfarrabistas, 12 instituições e oito distribuidoras, numa configuração muito semelhante à do ano passado".

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