Marcelo sobre eutanásia: "Nem uma palavra"

Presidente da República abriu hoje ciclo de debates sobre o tema do "final da vida"

O Presidente da República abriu hoje um ciclo de debates sobre a eutanásia, mas escusou-se a avançar qualquer posição sobre este assunto. "Só tomarei uma posição se tiver que tomar em termos constitucionais. Se chegar a Belém um diploma, ou mais do que um diploma, para promulgar", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa. "Até lá nem uma palavra sobre esta matéria, em substância, para não condicionar a liberdade de ninguém", acrescentou o chefe de Estado, deixando apenas um apelo para que este assunto seja alvo de uma discussão alargada e aprofundada.

Marcelo falava no final da sessão de abertura do debate "Decidir sobre o final da vida", promovido pelo Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV), que decorreu na manhã de hoje na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. O Presidente diz querer ficar de "mãos livres para decidir" se alguma iniciativa legislativa do parlamento chegar a Belém. Nesta altura estão anunciados três projetos de lei sobre a despenalização da morte medicamente assistida. Um do PAN, que já foi entregue na Assembleia da República, um do Bloco de Esquerda e um do PEV.

Marcelo Rebelo de Sousa deixou também um elogio à iniciativa da CNECV, que prevê a realização de um ciclo de 11 debates sobre o tema do fim da vida, um pouco por todo o país. Depois da discussão de hoje, em Lisboa, será o Porto a receber novo debate, a 5 de junho próximo.

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