Marcelo Rebelo de Sousa critica Governo e Passos

Pedro Passos Coelho dá "uma prova de insegurança e de fraqueza" ao falar da hipótese de tumultos sociais nesta altura, disse Marcelo Rebelo de Sousa, na TVI.

O comentador, ex-líder do PSD e actual conselheiro de Estado, foi duro na análise ao Governo - e também na que fez das intervenções do primeiro-ministro. Começou por apontar-lhe falhas na ronda europeia desta semana: a primeira no que respeita às declarações sobre as "eurobonds" ("há um mês o próprio Passos tinha-se manifestado favoravelmente, há uma semana foi Paulo Portas, à frente da chanceler alemã teve que as atacar"); também por ter recebido em Berlim uma empresa interessada na privatização da EDP ("sensação de caixeiro viajante"). Mas também criticando o discurso com que encerrou a Universidade de Verão, falando de 2012 como o início do fim da crise ("não bate certo com o que disse Vítor Gaspar, que é esse o ano em que os cortes se aplicam em cheio").

Mas ainda houve tempo para aconselhar o Governo a "rapidamente" apresentar a sua "estratégia de reforma do Estado", para que este não se confunda com o de Sócrates. Ainda para pedir cortes visíveis na despesa (revelando que o ministro das Finanças, num conselho de ministros, pediu mais além dos 900 milhões identificados internamente). E ainda reclamou uma estratégia de recuperação económica, assente na recapitalização da banca, numa moratória para amortizações de empréstimos (para as empresas), e num fundo para PME.

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