Marcelo quer convergência com Costa alargada a outros partidos

Presidente confirmou também este domingo que tem aproveitado visita a França para promover candidatura de Guterres à ONU

O Presidente da República pediu hoje que a sua "convergência" com o Governo "se alargasse a outros sectores e a outros partidos", e isto "para um maior número de domínios" como a segurança social, a saúde ou a educação. Mas assinalou: "Não é possível para já na educação e vai demorar tempo na segurança social."

Marcelo Rebelo de Sousa explicou a qualidade da sua relação institucional com o primeiro-ministro dizendo que "há prioridades que exigem grande estabilidade e grande convergência entre os órgãos de soberania".

Mesmo assim, salientou que entre ele e o primeiro-ministro há "diversidade: eu vou à missa, ele não vai à missa". Marcelo falava em Paris, à saída de uma visita à delegação local da Fundação Gulbenkian - sendo que se encaminhava precisamente para uma celebração religiosa com portugueses.

O Presidente confirmou que um dos pontos importantes nos seus contactos com as autoridades francesas tem sido a promoção da candidatura de António Guterres a secretário-geral da ONU. Salientou, no entanto, um 'handicap' do antigo primeiro-ministro português e ex-alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados: "Às vezes, ser-se bom demais prejudica". E acrescentou que todos conhecemos casos de candidaturas internacionais que vencem "à última hora na base de quem levanta o menor número de problemas".

*Em Paris

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