O aperto de mão: ou como Marcelo se antecipou a Trump

O presidente da República português reuniu-se esta quarta-feira com o homólogo americano na Casa Branca. E soube antecipar com um puxão um aperto de mão que já surpreendeu líderes como o japonês Shinzo Abe e foi contrariado pelo francês Emanuel Macron.

O encontro entre Marcelo Rebelo de Sousa e Donald Trump estava marcado para as 14.00 em Washington (mais cinco em Lisboa) e foi com um pequeno atraso que o presidente português e o homólogo americano falaram aos jornalistas na Sala Oval. Cristiano Ronaldo, o vinho da Madeira com que brindaram os Pais Fundadores da América e o encontro com o russo Vladimir Putin vieram à baila.

Mas antes disso ainda nas escadas de acesso à Casa Branca os dois líderes cumprimentaram-se pela primeira vez. E Marcelo provou não se deixar intimidar pelo aperto de mão de Trump, que no passado surpreendeu líderes como o japonês Shinzo Abe. Até deu um pequeno puxão no braço do presidente americano, antecipando-se.

Pode ser conhecido como o presidente dos afetos, mas o chefe do Estado português também sabe como dar um bom aperto de mão.

O desconforto e alívio de Shinzo Abe

19 segundos. Foram 19 segundos que durou o aperto de mão de Donald Trump e Shinzo Abe na Sala Oval em fevereiro. E no final, quando o presidente americano aliviou a pressão, foi visível o alívio no rosto do primeiro-ministro japonês. O resultado: O momento de constrangimento não parece ter arrefecido a relação entre os dois companheiros de golfe.

Trudeau chegou preparado

Fosse por ter visto as imagens de Abe ou não, a verdade é que quando chegou à Casa Branca a 17 de fevereiro, o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau vinha preparado. E quando Trump o puxou na sua direção, no seu estilo muito próprio, Trudeau ripostou. Mão no ombro e punho forte. O resultado: ambos preparados, os dois líderes protagonizaram um aperto de mão harmonioso.

Macron take I - "momento da verdade"

Foi à margem da cimeira do G7 que Donald Trump e Emmanuel Macron se encontraram pela primeira vez. Era maio de 2017, em Bruxelas e o presidente francê estava pronto. Dentes cerrados e braço estendido, o presidente francês apertou tanto a mão do homólgo americano que lhe deixou marcas brancas. O resultado: foi "o momento da verdade", diria mais tarde Macron. E o duelo não ficaria por aqui...

Macron take II - nunca mais acabava

A 14 de julho de 2017, Trump foi o convidado de honra das cerimónias do 14 de Julho, o Dia da Bastilha, em Paris. Ao lado de Macron assistiu ao desfile militar e foi apanhado de surpresa pela banda a tocar músicas dos Dafty Punk. Mas foi o aperto de mão entre os dois líderes, em plenos Campos Elíseos, que voltou a ser notícia. Tudo porque Trump segurou a mão de Macron na sua durante quase 30 segundos. O resultado: 30 segundos podem parecer muito tempo e este foi um aperto de mão que nunca mais acabava. Mas o duelo continuou...

Macron take III - beijinhos

A 25 de abril passado, Macron voltava à Casa Branca. E mais uma vez mostrou que ia preparado para os cumprimentos de Trump. Desta vez, mal subiu os degraus da residência, pegou nos ombros de Trump e deu-lhe dois beijinhos. O resultado: o presidente americano ficou surpreendido, mas passado o choque inicial, os dois voltaram a repetir os beijinhos ao longo do resto da visita de Estado.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG