Marcelo entusiasma-se: "Nós somos os melhores"

Emigrantes aplaudiram discursos de Marcelo e Costa em Champigny. Ambos se comprometeram a lutar pelos lesados do BES

O Presidente da República empolgou as muitas dezenas de emigrantes que o aguardavam em Champigny, arredores de Paris, com elogios hiperbólicos às qualidades dos portugueses.

Embora afirmando que ele "é otimista", enquanto o primeiro-ministro - a seu lado - é "hiper otimista", o Presidente português entusiasmou-se: "sendo a França um grande país, um país excecional, nós somos o maior país do mundo. Nós somos os melhores, muito melhores, Portugal é um grande país e eu tenho orgulho em ser português".

Antes de condecorar mais seis personalidades (três franceses e três emigrantes portugueses) e de inaugurar um monumento ao já falecido "maire" Louis Talamoni, responsável pela promoção da qualidade de vida de milhares de emigrantes que foram para Champigny ao longo dos anos 60 do século passado, Marcelo Rebelo de Sousa e o primeiro-ministro discursaram, comprometendo-se ambos a lutar pelos direitos dos emigrantes lesados do BES.

"Estamos atentos aos novos problemas", como o do ensino do português, dos direitos políticos e dos "problemas graves de economias perdidas e de poupanças de uma vida perdidas", disse o PR, suscitando aplausos dos muitos emigrantes lesados do BES presentes.

Falando da sua ação e da do primeiro-ministro, Marcelo garantiu: "Comprometemo-nos a fazer o possível e o impossível por um Portugal mais justo". Antes dele, António Costa já tinha dito que "o Presidente da República acompanha o Governo" no esforço para que se criem mecanismos de "diálogo" e "arbitragem" para que os lesados do BES vejam os seus direitos "tão satisfeitos quanto possível". "É algo a que não podemos virar a cara", afirmou.

A apologia do otimismo em Creteil

"O otimismo português é fundamental para enfrentar os problemas" disse o Presidente da República quando inaugurava, em Creteil, a rotunda Comendador Armando Lopes, antes de seguir para Champigny.

Armando Lopes, presente na cerimónia, chegou a França em 1961 e é hoje um grande empresário, dono de 15 empresas que vão do sector da construção à comunicação social (é proprietário da Radio Alpha). Falando aos jornalistas, o empresário sublinhou que é "muito especial" conseguir ter em França uma infraestrutura com o nome de uma personalidade viva. Foram precisos quatro anos para essa autorização chegar das autoridades francesas.

O Presidente da República falou do comendador Armando Lopes, seu amigo de longa data, como "um homem que tem uma obra" e "o exemplo de alguém que atua sempre com o pensamento na sua comunidade". Na ocasião, Marcelo, sempre acompanhado do primeiro-ministro António Costa, encontrou um "amigo de que é admirador há décadas", o fadista Carlos do Carmo. Brincando com o fadista, António Costa sublinhou o facto de Carlos do Carmo ter aceite participar na homenagem ao comendador durante a manhã - Carlos do Carmo é um noctívago que desperta todos os dias só ao princípio da tarde. "Foi mesmo muito patriótico", disse o chefe de governo ao fadista, que aliás há muito o apoia politicamente.

*Em Paris

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