Marcelo elogia "forma humana" como Polícia Marítima salvou refugiados na Grécia

O Presidente da República realçou esta terça-feira "a competência e a forma humana" como os agentes da Polícia Marítima ajudaram a salvar milhares de migrantes e refugiados ao largo da Grécia no último ano.

O resultado da operação - quase quatro mil pessoas salvas do mar e mais de 6300 identificados - "confirma que um português faz sempre a diferença" nas missões onde participa pela "competência e a forma humana" como as cumpre, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Chefe do Estado intervinha na cerimónia de condecoração dos "agentes da Polícia Marítima" - mas que os responsáveis identificaram sempre como "militares e militarizados" - que estiveram ao serviço da UE nos mares da Grécia, no fim da qual saiu sem prestar declarações aos jornalistas.

Numa cerimónia de natureza policial mas onde só se viam fardas militares da Marinha, cujo chefe termina o seu mandato dentro de dois meses, foi exibido um filme com algumas das ações executadas pela Polícia Marítima "com uma humanidade que fez a diferença", enalteceu Marcelo Rebelo de Sousa.

Segundo os dados oficiais da missão da Polícia Marítima na Operação Poseidon Sea, da agência de fronteiras europeias Frontex, foram salvas 3898 migrantes e refugiados, identificados 6342 e prestado suporte básico de vida a outros 30.

Os agentes portugueses, num total de 3110 horas de navegação, realizaram ainda 105 operações de busca e salvamento e detiveram cinco facilitadores envolvidos no transporte ilegal de pessoas até à costa grega.

Sublinhando que a missão da Polícia Marítima "não tem preço" face às vidas que salva, Marcelo Rebelo de Sousa lamentou que um dos maiores desafios" da Europa como é o drama dos refugiados continue a dividir os responsáveis políticos da UE quando "deveria receber uma resposta ao nível do ideal europeu".

Com a presença da embaixadora da Grécia em Portugal, o secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, destacou a opção de valorizar a Polícia Marítima e considerou que "há ainda um caminho a percorrer para redimensionar e aperfeiçoar a inserção orgânica" daquela força de segurança.

Marcos Perestrello aludia às tentativas da Marinha em integrar a Polícia Marítima na Autoridade Marítima Nacional, quando as forças de segurança dependem diretamente dos ministros que as tutelam e quando nenhuma outra autoridade nacional possui uma polícia própria.

Exemplo disso é a elaboração da lei orgânica da Polícia Marítima (que se arrasta há muito) por parte do Ministério da Defesa, com base em propostas feitas pelos militares da Marinha e numa área - as forças de segurança - que é da competência do Parlamento.

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