Marcelo diz que "o povo é melhor do que os políticos"

Presidente da República discursava à chuva no palco da festa da Rádio Alfa, nos arredores de Paris

O Presidente da República discursou hoje à chuva no palco da festa da Rádio Alfa, nos arredores de Paris, e retomou a mensagem de elogio ao povo, afirmando que "é melhor do que os políticos".

"O melhor que nós temos é o povo. Não é que os políticos também não sejam bons", ressalvou Marcelo Rebelo de Sousa, virando-se para o primeiro-ministro, António Costa, que também estava no palco. "Mas o povo é melhor do que os políticos", considerou.

Nesta altura, começou a chover com mais força e António Costa aproximou-se de guarda-chuva na mão para proteger o chefe de Estado.

"Estão a ver o que é a colaboração entre os dois poderes? Mas vejam bem, quem tem o guarda-chuva é o senhor primeiro-ministro de esquerda, quem é apoiado é o Presidente que veio da direita", observou Marcelo. "É a solidariedade", acrescentou.

Momentos antes, o apresentador de televisão José Figueiras anunciou que ia subir ao palco "o Presidente mais popular de todos os tempos".

Depois, o primeiro-ministro passou-lhe o microfone dizendo que era "uma enorme honra" dar a palavra ao "Presidente da República de todos os portugueses".

Dirigindo-se aos emigrantes e lusodescendentes, Marcelo Rebelo de Sousa adiantou que vai estar com António Costa "junto de outras comunidades para agradecer o que têm passado, sofrido, vivido, construído, realizado, passado aos filhos e netos".

Entretanto, a chuva abrandou.

"Portugal não esquece. Portugal está tão grato que acabou a chuva", afirmou o chefe de Estado.

Antes de sair do palco, o Presidente da República voltou a exaltar as qualidades nacionais, pedindo que gritassem por Portugal: "Qual é o melhor país do mundo? Qual é o melhor povo do mundo? Qual é a melhor seleção do mundo? Qual é a pátria que queremos para os nossos netos, para os nossos bisnetos? Viva Portugal".

Marcelo Rebelo de Sousa e o primeiro-ministro estiveram na festa da Rádio Alfa perto de três horas, onde cumprimentaram inúmeros portugueses residentes na região de Paris e foram constantemente solicitados para tirar fotografias.

Ao contrário do que costuma acontecer em Portugal, o Presidente da República esteve rodeado de seguranças franceses que dificultaram o registo das suas conversas e nalguns casos impediram mesmo que os jornalistas se aproximassem.

No meio do aparato de segurança, Marcelo Rebelo de Sousa perdeu de vista António Costa e os dois andaram separados praticamente desde que chegaram ao recinto.

"Onde é que está o nosso primeiro-ministro?", perguntou o chefe de Estado, quando se deu conta disso, a meio do percurso.

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