Mais doentes de hepatite C tratados. Ministério está a renegociar acordo

Ministro da Saúde garante que tratamentos não estão em causa, mas a linha de financiamento criada pelo Governo anterior não é suficiente

O Ministério da Saúde está a renegociar o acordo estabelecido no ano passado com a Gilead, responsável por dois medicamentos inovadores para o tratamento da hepatite C. O ministro Adalberto Campos Fernandes explicou que o défice do ano passado derrapou em relação ao previsto, muito por efeito dos custos com exames complementares e medicamentos, sobretudo para o tratamento da hepatite C.

Na nota explicativa do Orçamento da Saúde, o Ministério refere que no ano passado foram gastos 40 milhões de euros com esta medicação e que para este ano está prevista uma despesa de 85 milhões de euros. O governo anterior tinha criado uma linha de financiamento de 100 milhões de euros para cinco anos, com 20 milhões de euros por ano para esta rubrica. Contas feitas aos gastos do ano passado e à estimativa para 2016, a linha de financiamento estaria ultrapassada. Adalberto Campos Fernandes diz estar a renegociar com a empresa e garante que os tratamentos não estão em causa.

"Neste momento vamos reiniciar a negociação com a empresa em causa. O que o houve foi um ritmo mais acelerado de entrada de doentes e de tratamento de doentes. [O acréscimo de custos] explica-se por esta circunstância. Estamos a ultimar com a Apifarma o acordo que vai ser assinado dentro de poucos dias. Também com a empresa que detém este medicamento estamos a iniciar as negociações e contamos até ao fim de março ter essa situação esclarecida, não colocando em causa a expectativa dos doentes", explicou o ministro à margem da audição sobre o Orçamento de Estado para a Saúde.

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