Mais de 50% das cirurgias feitas em ambulatório

Mais de metade das cirurgias feitas em ambulatória. Esta é uma das metas do Ministério da Saúde para 2013/2014. O ministro Paulo Macedo participou esta quarta-feira num encontro promovido pela Ordem dos Economistas, onde falou sobre o Serviço Nacional de Saúde e reafirmou a vontade e intenção do Governo em manter o modelo assistencial.

"Pretendemos que mais de metade das cirurgias seja feita em ambulatório. É um objetivo que está à mão de ser conseguido. Traz ganhos para o SNS e para as pessoas, com uma recuperação mais rápida e eficaz e sem exposição a infeções", disse Paulo Macedo durante o encontro.

Da lista de objetivos, adiantou o ministro, faz igualmente parte a "continuidade do combate à fraude" e a "redução das margens excessivas", mas também assegurar a continuidade de ganhos em saúde. "Mesmo em crise temos esta ambição. Estamos a trabalhar para aumentar a esperança de vida dos portugueses e diminuir as causas que encurtam o número de anos de vida".

No encontro, Paulo Macedo fez um resumo do tempo de governação e apresentou algumas das medidas já implementadas, como as alterações à política dos medicamentos. E reafirmou a necessidade de se continuar com a reforma da rede hospitalar, assim como a dos cuidados de saúde primários e cuidados continuados. "Houve mais aberturas do que encerramentos. Temos o hospital Beatriz Ângelo, teremos a abertura dos hospitais de Lamego e Amarante entre dezembro e janeiro, reforço dos meios do INEM, mais 400 camas de cuidados continuados, vai abrir o centro de reabilitação do Norte".

O ministro salientou a existência de mais um estudo que reforça a possibilidade de poupanças através de ganhos de eficiência. "O relatório do grupo técnico que foi criado está a ser colocado em prática. Temos de ter uma rede mais coerente. Percebemos que é preciso abrir determinado tipo de unidades e eventualmente encerrar outros".

Paulo Macedo voltou a afirmar que "o SNS é essencial, sobretudo para os mais vulneráveis" e lembrou que é no serviço público "onde há o trabalho mais diferenciado, serviços de excelência e de investigação". Quanto a possíveis cortes, o ministro reforçou que o Governo acha "que a área da saúde será uma área protegida". "Não é na saúde que estamos acima da média europeia", salientou, referindo que o orçamento para o próximo ano "é relativamente estável, com uma redução de 3% devido ao encargo com o pagamento de mais um subsídio que não ocorreu em 2012".

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