Mau tempo na Madeira não fez danos pessoais

O mau tempo não fez danos pessoais na Madeira, até ao final do período em que vigorou o aviso meteorológico vermelho, acionado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, entre as 15:00 e as 18:00.

"Não houve danos pessoais a registar com ninguém", pelo menos até às 19:00, revelou o presidente do Serviço Regional de Proteção Civil (SRPC), coronel Luís Neri.

O responsável pelo SRPC adiantou, em conferência de imprensa, que "a grande maioria das ocorrências e das intervenções foram orientadas para problemas relacionados com o vento e não com a chuva".

"Houve bastantes árvores caídas, houve alguns deslizamentos, há estradas que estão encerradas, nomeadamente a da Encumeada para o Paul, a da Serra de Água para a Encumeada, o Caminho dos Pretos, o caminho da Fajã da Ovelha para o Paul do Mar e uma regional no concelho da Ponta do Sol e ainda outras condicionadas".

Luís Neri admitiu que, em termos de danos materiais, "é natural que tenha havido alguma coisa relativamente à orla costeira, por causa da agitação marítima, mas nada de muita substância".

O presidente do SRPC realçou ainda que as ribeiras responderam bem ao escoamento das águas das chuvas. "O valor da precipitação foi muito alto no Arrieiro (...). [As obras] não manifestaram problema nenhum, penso que o conjunto de obras que têm sido feitas está a corresponder àquilo que são as expectativas de quem as projetou e que, no fundo, é trazer mais segurança a estas zonas mais baixas, não só do Funchal, como também nas outras áreas da Madeira", declarou.

Luís Neri manifestou ainda a satisfação pelo modo como a população aderiu às recomendações feitas pelo SRPC e pelo Governo Regional.

O diretor do Observatório Meteorológico, Vítor Prior, revelou, por seu lado, que a precipitação, durante o dia, foi de 291.2 milímetros no Arrieiro, 148.9, na Bica da Cana, 141.6, em São Vicente, 138.2, no Santo da Serra, 66.6, na Quinta Grande, 61.3, em Santana, 45.2, no Funchal, 22.7, em São Jorge, e 18 milímetros, no Porto Santo.

A rajada mais forte foi registada no Lombo da Terça, na Santa, no Porto Moniz, onde atingiu os 144 quilómetros horários. Seguiram-se os valores atingidos no Arrieiro (134), Caniçal (130), na Ponta do Pargo (123), no Porto Santo (88) e no Funchal (80).

As más condições atmosféricas, na sequência de uma "depressão vinda dos Açores, com um sistema frontal associado", provocou o cancelamento de 22 voos (partidas e chegadas), no aeroporto da Madeira, afetando cerca de quatro mil passageiros, e cancelou as ligações marítimas com a ilha do Porto Santo.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera baixou o aviso para a Madeira, passando a laranja, na costa sul e no Porto Santo, mas apenas por agitação marítima.

O aviso de chuva passou de vermelho para amarelo.

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