Jardim proíbe espiões nos serviços públicos por despacho

O Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, proibiu hoje, por despacho, a assinatura de protocolos com o Serviço de Informações da República (SIS) e com o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), com qualquer entidade regional.

O despacho N.º 13/2009, com a data de 25 de Agosto e assinado na Ilha do Porto Santo, considera que "os Serviços, Institutos e Empresas Públicas sob tutela do Governo Regional, não são instituições do Estado", pode ler-se.

"Antes que alguém se lembrasse de usar aqueles métodos nos serviços do Governo Regional eu cortei a questão", declarou Jardim à margem da inauguração das novas instalações das Finanças Regionais, na Ilha do Porto Santo.

Jardim acredita que nem os serviços de Estado, nem os da Região, nem mesmo os municipais "precisam de espiões", porque considera Portugal um pais de "gente séria", onde ninguém coloca a pátria em perigo.

"A não ser que os espiões sejam para fiscalização política e não para defesa do Estado", sentenciou.

O líder madeirense reagia desta forma à notícia do matutino Correio da Manhã que, na edição de de segunda-feira, noticiava que o SIS e o SIED se preparavam para colocar agentes em alguns ministérios como forma de combater o combate à criminalidade organizada e crime financeiro.

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