Daniel impedido de assistir a jogo Marítimo-Porto

Os pais de Daniel, o menino de 18 meses encontrado numa levada da Calheta três dias depois ter desaparecido da casa de uns tios, foram "proibidos" pela Comissão de Proteção de Jovens e Crianças Menores (CPJC) da Calheta de, no próximo sábado, levarem a criança ao jogo Marítimo-Porto no Estádio dos Barreiros, no Funchal, para a 17.ª jornada da Liga de Futebol.

Esta situação foi confirmada ao DN pela tia da criança, Conceição Sousa. O DN sabe ainda que Lidia e Carlos Sousa, pais do menor, terão amanhã uma reunião com os responsáveis pela CPJC.

Tal como o DN noticiou na edição de ontem, a iniciativa partiu do Clube Sport Marítimo que, na passada segunda feira, tal como refere o site do clube, sob o título "C. S. Marítimo e o Colégio do Marítimo manifestam a sua solidariedade ao Daniel Abreu, criança que esteve recentemente desaparecida, no sítio das Laranjeiras, Estreito da Calheta".

Nesse sentido, adianta o texto, "um representante verde-rubro e o diretor do Colégio do Marítimo, Rui Osório, deslocaram-se na manhã desta segunda-feira até à casa dos pais do Daniel onde manifestaram essa solidariedade, com o apoio da empresa J. Nelson Abreu, entregando fraldas, toalhetes e alguns alimentos. Sábado, Daniel Abreu, que já tem uma camisola verde-rubra, vai estar no Estádio a ver o Marítimo-FC Porto, para viver um dia diferente, entrando no relvado com a equipa".

No dia seguinte, foi "oferecido a frequência de um ano letivo de frequência no Colégio do Marítimo, um contributo para uma melhor formação desta criança que passa a ser, também, sócia do C. S. Marítimo. Equipamento desportivo para o pequeno Daniel completou este gesto de solidariedade do C. S. Marítimo".

No portal do Marítimo há ainda uma foto dos pais e do menino a receberem um donativo.

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