Alberto João Jardim preferia governo "tipo" Bloco Central

O presidente do Governo Regional da Madeira admitiu hoje que preferia uma coligação PSD/PS. Acusou ainda o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de tentar "estragar" as negociações com Bruxelas sobre os benefícios fiscais àquela Zona Franca, mesmo em período de Governo de gestão.

Em entrevista a RDP-M, no programa da Antena 1, Alberto João Jardim, tornou público que o "tipo teve a lata" de enviar um documento para Bruxelas que "estragava irremediavelmente" as negociações com a União Europeia.

"Posso revelar, hoje, a última deles, eu na sexta-feira fui surpreendido, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, o tal Vasques (Sérgio Trigo Tavares Vasques), o tal que andou por zonas francas todas a passear e penso que, em troca de algumas informações que passou a acordar com eles por causa da dupla tributação, deve ter dado, em troca, prometer fechar a zona concorrente da Madeira", declarou.

Alberto João Jardim explicou que "houve o bom senso, a própria Representação Portuguesa em Bruxelas, enfim estava perante um governo de gestão, não executou aquilo", acrescentou.

"Isso foi travado e deu-me tempo a avisar o senhor Presidente da Republica e deu-me tempo a avisar o próprio primeiro-ministro indigitado", contou.

"Isto é para os senhores verem os patifes com quem estivemos a lidar", finalizou.

O presidente do Governo Regional da Madeira reconheceu, no entanto, que a Lei de Meios, para acudir as consequências do temporal de 20 de Fevereiro de 2010, era "o aspecto positivo do Governo de Sócrates, devo dizer que foi cumprida".

Alberto João Jardim disse ainda, a "titulo meramente pessoal", que teria preferido fazer um Governo PSD/PS, tipo Bloco Central.

"Eu teria feito um governo tipo Bloco Central mediante a condição que era a de haver uma revisão constitucional", disse.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG