"Lutar" com as finanças para dar melhor aos doentes

Adalberto Campos Fernandes apela a uma maior capacidade de gestão para garantir que quem está no terreno faça o seu trabalho.

Adalberto Campos Fernandes admitiu que algo de errado se passou no Hospital de São José e afirmou que é preciso lutar com as finanças para assegurar que a burocracia não cria entraves aos cuidados de saúde.

"Temos de ter maior capacidade de gestão e política para que os atores que estão no terreno façam o seu trabalho. Algo se passou de errado no São José. Pode ter sido ao nível da diligência. Temos de lutar com as finanças e bem, porque as finanças são o guardião das contas públicas. É possível organizar uma resposta primeiro em nome do interesse dos doentes e ser mais diligente quando confrontados com a muralha da burocracia. Cabe à saúde fazer tudo para que as Finanças percebam que há aspetos que têm de ser tratados de forma diferente. Talvez nos últimos dois anos não tenha havido a suficiente diligência e a burocracia tenha dominado".

O ministro afirmou que é legítimo que doente e famílias esperem cuidados de saúde e que cabe aos gestores criar condições para isso. "Os gestores têm de gerir. Não podemos é confundir gestão com demissão de gestão. Isso não aceitaremos. A obrigação de quem dirige instituições públicas do SNS é fazer o seu trabalho."

No dia 29, o ministério vai apresentar publicamente a organização da rede das urgências metropolitanas de Lisboa, a forma de organização dos recursos e modelo de pagamento. "Esta é uma situação excecional e tem de ter uma abordagem dentro do quadro da lei e da capacidade orçamental do hospital".

Já a 1 de fevereiro é apresentado o novo portal do SNS onde será possível aceder a informação sobre todos os anos realizados nos hospitais do SNS como transplantes ou aneurismas rotos, como o do caso de São José.

Quanto à pressão orçamental por causa do regresso das 35 horas semanais, respondeu que "todos os nossos compromissos são para cumprir. A gestão orçamental de 2016 será difícil. Vai exigir de forma muito significativa do orçamento da saúde, mas é também um incentivo para redução da exaustão e sobrecarga dos profissionais".

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