Linha de Saúde 24 estranha protesto de trabalhadores "insensiveis"

A empresa que gere a linha de cuidados de saúde Linha Saúde 24 estranhou hoje o protesto anunciado por trabalhadores, acusando-os de "grande insensibilidade" e de o "mais completo desrespeito" para com os portugueses.

Trabalhadores da Linha Saúde 24 anunciaram que vão parar entre hoje e domingo em protesto contra a situação dos enfermeiros que trabalham neste serviço, incluindo os despedimentos e os cortes de salário.

Em comunicado, a Linha de Cuidados de Saúde disse ter sabido informalmente de que "um grupo que não ultrapassa a dezena de prestadores de serviço" promoveu "um boicote à Linha Saúde 24", uma situação "grave".

No mesmo comunicado afirma-se que face à crise se está a fazer uma "adequação" dos custos da Linha, tendo cada um dos profissionais que lá trabalha conhecimento da nova realidade, sendo livre para aceitar ou não.

"Até ao momento, contamos com mais de 250 profissionais que compreenderam esta nova realidade. Recordamos que cerca de 97% dos profissionais que prestam serviço na Linha tem a sua ocupação principal em instituições do Serviço Nacional de Saúde", diz o comunicado.

Segundo um representante dos trabalhadores, Tiago Pinheiro, em declarações à Lusa, a paragem dos enfermeiros começou às 16:00 e termina no domingo.

Hoje, cerca de uma dezena de enfermeiros protestaram nas galerias do hemiciclo da Assembleia da República após a discussão de projetos de resolução de PCP e BE que visavam a regularização dos trabalhadores da Linha Saúde 24.

Os enfermeiros da Linha estão contra os "despedimentos sem lei a mais de uma centena de trabalhadores". No dia 04 os funcionários tinham parado durante 24 horas, em protesto contra os despedimentos em curso, que consideram ser uma "retaliação clara por parte da empresa por estes trabalhadores não terem aceitado a redução salarial e exigirem um contrato de trabalho em vez do ilegal falso recibo verde".

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