Líder do movimento Revolução Branca em greve de fome

O presidente do movimento cívico Revolução Branca iniciou hoje uma greve de fome em frente à Assembleia da República em protesto contra a falta de resposta de responsáveis políticos a um manifesto e a um pedido de audiência.

Paulo Romeira, que está em frente do Parlamento desde as 9:00, preside ao Movimento Revolução Branca, que em julho entregou no Ministério Público uma participação crime contra todos os políticos responsáveis pela perda de soberania nacional, acusando-os de "traição à pátria". A queixa foi arquivada em setembro.

Este movimento organizou também em outubro a caminhada "Refundar Portugal", de 12 dias, entre o Porto e Lisboa, que culminou com a entrega de um manifesto e de pedidos de audiência ao Presidente da República, ao primeiro-ministro, aos grupos parlamentares e à presidente da Assembleia da República.

Paulo Romeira disse hoje à Lusa que o movimento não teve qualquer resposta por parte do Presidente da República, do primeiro-ministro e dos grupos parlamentares do PS, CDS e BE. O PSD acusou a receção do manifesto mas declinou a audiência.

Quanto ao PCP, recebeu os documentos mas ainda não tomou "posição pública" sobre o conteúdo, nem respondeu a uma série de questões que o movimento lhe colocou, diz Paulo Romeira.

Já os Verdes e a Presidente da Assembleia pediram para ser agendada a audiência, que deverá decorrer no próximo ano.

O presidente do Movimento Revolução Branca diz que "o poder político está a tentar ignorar" um movimento que teve "o maior gesto cívico" num Estado democrático e promete continuar em greve de fome até "as forças" lho permitirem ou até considerar que tem as respostas "suficientes". Paulo Romeira garantiu que passará os dias sentado em frente do edifício do Parlamento e que dormirá no carro que estacionou na mesma rua.

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