Levantamento de necessidades no terreno até ao final da semana

António Costa disse que prioridade é reconstruir infraestruturas e habitações. E haverá nova reunião com autarcas a 19 de julho

Até ao final desta semana, o primeiro-ministro espera que já esteja feito o levantamento de prejuízos para se poder avançar com respostas às populações afetadas pelos incêndios, revelou António Costa, ontem, no final de uma reunião com os sete autarcas da região (Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Pampilhosa da Serra, Góis, Penela e Sertã).

Segundo Costa, "felizmente" este levantamento "está a correr bem em todos os concelhos, no prazo que está previsto", explicou o primeiro-ministro, apontando o final desta semana como o prazo no qual a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Ana Abrunhosa, "apresentará o relatório" do levantamento.

Segundo António Costa, agora a prioridade é responder "àquilo que é urgente e imediato do ponto de vista da reconstrução, quer das infraestruturas municipais, quer das infraestruturas municipais e começar a reconstruir as habitações, que é muito importante e decisivo".

Já no Parlamento, o Governo revelou que foi acionado o Fundo de Emergência Municipal (FEM) para que os municípios afetados possam recuperar equipamentos que são da sua responsabilidade, como estradas e saneamento básico. Segundo o ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, o FEM cobrirá "a dimensão estritamente dos prejuízos causados a equipamentos de responsabilidade municipal" dos municípios envolvidos, como "estradas, estruturas de saneamento básico e sinalética".

Outro aspeto apontado pelo primeiro-ministro é que o Governo pretende "utilizar este território para fazer um projeto-piloto no reordenamento da floresta e na revitalização do interior". "A coisa pior que pode acontecer é que a floresta volte a crescer como estava. Todos hoje sabemos bem que deixar a floresta crescer livremente é criar condições para que ela seja combustível e que não seja aquilo que deve ser - uma fonte de riqueza e de valorização económica", justificou.

Para já, ficou marcada uma nova reunião, a 19 de julho, a realizar na Sertã, dia em que irá a votos na Assembleia da República a legislação que está em debate sobre matérias florestais.

Também o levantamento de prejuízos pelas seguradoras está a ser feito pelos peritos no terreno, pelo que é prematuro avançar já com cálculos totais, explicou o responsável pela comunicação da Associação Portuguesa de Seguradores, Francisco Crujo. Há tipos muito diferentes de seguros que podem vir a ser acionados, porque o incêndio afetou todo o tipo de pessoas, animais e bens e empresas.

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