Jovens farmacêuticos alertam dificuldades

A Associação Portuguesa dos Jovens Farmacêuticos (APJF) alertou hoje para a situação económica das farmácias em Portugal, que considera catastrófica, e para a importância de garantir a sustentabilidade desta área, "fundamental para a saúde dos portugueses".

Em comunicado, a APJF aponta o último estudo recentemente publicado, coordenado pelo economista Pita Barros, que conclui que mais de 1.100 farmácias têm os fornecimentos suspensos e que a maioria "não tem capacidade para suportar os custos da atividade que desenvolve".

"Este documento reforça o estudo 'Avaliação Económica e Farmacêutica do Setor das Farmácias', divulgado pela Universidade de Aveiro em março deste ano. Também o Relatório de primavera de 2012, elaborado pelo Observatório Português dos Sistemas de Saúde, atesta a crise económica das Farmácias", recordam os jovens farmacêuticos.

A APJF defende a aplicação de "um novo modelo remuneratório que garanta a sustentabilidade das Farmácias e Armazenistas".

"A dissociação da remuneração das Farmácias do preço do medicamento acompanhada pela definição de um valor fixo e justo por embalagem, é a única forma de garantir o Futuro do Setor", realça.

Recordando que "a rutura financeira do setor afeta a capacidade de abastecimento e dispensa de medicamentos aos Portugueses", a APJF sublinha:"Infelizmente, o tempo vai passando sem que os decisores políticos assumam as suas responsabilidades e garantam a sustentabilidade de uma área fundamental para a Saúde dos Portugueses".

A Associação lembra ainda os "inúmeros e graves" erros consecutivos "cometidos pelos decisores políticos nos últimos anos", que - defende - "arrastaram um setor de excelência, altamente desenvolvido e valorizado pelos Portugueses, para esta situação".

De acordo com a APJF, cerca de 40 por cento dos farmacêuticos presentes nas Farmácias têm menos de 35 anos.

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