Jogar à sorte. Nóvoa acredita que a segunda volta "vai acontecer"

Semear para colher: o Alqueva é uma "revolução tranquila" que Sampaio da Nóvoa quer assinalar como o "sentido de futuro" para Portugal

Sampaio da Nóvoa está confiante que vai à segunda volta e, por onde passa, repete-o. Seja em Beja, quando passa por uma Casa da Sorte, ou em Aljustrel, onde faz uma paragem imprevista num café. Entre uma e outra foi a uma exploração agrícola em Montes Velhos.

Em Beja, dispara: "Parece-me absolutamente improvável que não haja segunda volta". Na rua, diz, sente que as pessoas acreditam cada vez mais nessa possibilidade. Houve "uma viragem", nota, e para essa viragem o debate com Marcelo Rebelo de Sousa pode ter dado o clique. "Uma coisa era acreditar, outra coisa é ter a certeza de que isso vai acontecer". Isso é a segunda volta. "Sempre acreditei [na segunda volta], mas é evidente que temos uma dimensão de racionalidade, não são crenças, é uma realidade concreta e reforçou-se muito nos últimos dias, oiço muito isso na rua", afirma.

Quando deixa Beja a caminho de Aljustrel, eleva-se na carrinha para se despedir da pequena multidão. "Na segunda volta estamos cá outra vez".

Nóvoa aproveita depois a sua passagem por uma herdade, onde se plantam oliveiras, figueiras e se estende o "maior amendoal da Europa", para falar da "revolução tranquila" que o Alqueva permitiu. "As pessoas vieram cá investir porque há água", diz um agricultor. Simples. Mas ainda há quem esteja apreensivo sobre quanto custará a água para o regadio, quando vier da bacia do Alqueva até estas plantações.

O antigo reitor da Universidade de Lisboa prefere sublinhar o "sentido de futuro" para Portugal que projetos como este alimentam. "É óbvio para todos nós que houve uma mudança grande em toda uma região que parecia condenada e foi capaz de dar esse salto numa visão de médio prazo, é isso que queria hoje assinalar." Para voltar a defender as virtudes que diz encerrar na sua campanha. "É essa ideia mobilizadora de futuro, de um país capaz, que quero trazer a esta candidatura, a esta campanha."

A caminho de um almoço em Aljustrel, Nóvoa para por duas vezes. Primeiro em Montes Velhos, onde é aplaudido à sua passagem e sai do carro para cumprimentar os populares, e depois já na vila, num café local, onde promete voltar já como chefe de Estado.

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