Isaltino responde ao tribunal: "Paulo Vistas é padrinho de casamento do juiz"

O ex-presidente da Câmara de Oeiras reage à decisão "absurda" do tribunal que rejeitou a sua candidatura às autárquicas

Isaltino Morais reagiu esta terça-feira à noite à decisão do juiz Nuno Tomás Cardoso de rejeitar a sua candidatura às eleições autárquicas, acusando o magistrado de ter relações pessoais próximas com o atual presidente da câmara e candidato a Oeiras, Paulo Vistas.

"Paulo Vistas é padrinho de casamento do juiz", afirmou Isaltino, garantindo que cumpriu a lei e que vai recorrer.

O antigo presidente e agora recandidato independente insistiu no argumento dizendo que havia "razões de amizade ou familiares" a ligar o juiz autor da decisão, Nuno Tomás Cardoso, ao presidente recandidato Paulo Vistas. Por isso o magistrado deveria "ter-se declarado incompatível" para decisões em Oeiras sobre o processo eleitoral autárquico.

Isaltino garantiu ter respeitado "escrupulosamente" a lei, ao mais "infimo" detalhe, durante o processo de recolha das assinaturas ("Nada permite concluir que as listas contendo a identificação dos candidatos e que constam da pasta do processo de candidatura tenham sido exibidas aos cidadãos eleitores aquando da recolha das declarações de propositura, o que determina a falta de um pressuposto legal da própria constituição do grupo de cidadãos eleitores", lê-se no despacho que lhe rejeitou a candidatura, com a data de hoje)

Segundo acrescentou, o que aconteceu foi, pelo contrário, a candidatura de Paulo Vistas - que em tempos longínquo foi número dois de Isaltino, antes de estes se afastar por causa dos seus problemas judiciais - ter sido detetada, em 25 de junho, com declaração da PSP, a angariar assinaturas de propositura sem identificar claramente a lista de candidatos.

Isaltino - que agora tem 48 horas para reclamar da decisão - garantiu que em todos os pontos de recolha de assinaturas para a sua candidatura estavam afixadas as listas completas dos candidatos. "Isto é um absoluto desrespeito pelos milhares de cidadãos" que subscreveram a candidatura. "As pessoas que subscreviam sabiam quem eram os candidatos."

O antigo militante (e até ministro) do PSD recordou ainda que foi este mesmo magistrado quem em 2013 lhe impediu a candidatura à Assembleia Municipal de Oeiras.

Leia aqui a declaração escrita de Isaltino Morais distribuída aos jornalistas

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