Intensificadas buscas para encontrar pescador desaparecido

As buscas para encontrar o pescador dado como desaparecido em Moledo (Caminha) no sábado foram retomadas esta manhã e serão intensificadas a partir das 10:00 durante a baixa-mar, disse à Lusa fonte da capitania do Porto de Caminha.

O pescador, de 45 anos, foi dado como desaparecido depois de a sua embarcação "Ana Lídia" ter sido encontrada submersa em águas pouco profundas.

De acordo com o capitão do porto de Caminha, González dos Paços, as buscas de sábado foram interrompidas pelas 20:00, e retomadas às 07:30 de hoje, "ainda sem resultados".

Pelas 00:00 foram ainda feitas buscas por terra no local, durante o período de baixa-mar.

Segundo González dos Paços, as autoridades estão a aumentar "progressivamente" os meios aéreos, terrestres e marítimos até às 10:00, de forma a intensificar as buscas durante o novo período de baixa-mar, que se inicia às 11:00.

As operações estão a ser coordenadas pela Capitania do Porto de Caminha e pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa.

O pescador, que foi visto pela última vez por outros pescadores entre a meia-noite de sexta-feira e a 01:00 de sábado, está a ser procurado por meios aéreos, terrestres e marítimos portugueses e espanhóis, designadamente por dois helicópteros, dois semi-rígidos, um salva-vidas de Viana do Castelo, uma moto quatro, um bote e uma mota de água.

Em terra estão ainda equipas de bombeiros, GNR e Polícia Marítima.

O homem estava a pescar sozinho, tendo a embarcação sido localizada em águas pouco profundas, juntamente com as redes de pesca.

Na altura do desaparecimento, o mar tinha ondas de cerca de três metros de noroeste e vento nordeste de cerca de 26 quilómetros por hora, mas hoje as condições meteorológicas estão "mais favoráveis", prevendo-se para o local ondas de cerca de 2,6 metros de noroeste.

Nos Açores, permanecem desaparecidos os três tripulantes do veleiro francês "Grain de Soleil", mas as operações de salvamento terminaram ao pôr-do-sol de sábado.

"A partir dessa altura será mantido aviso geral à navegação e solicitada colaboração a todos os navios em trânsito na área, reativando-se uma busca mais ativa caso surjam novos indícios", refere a Marinha em comunicado.

O alerta do desaparecimento do veleiro francês, a 680 milhas náuticas (cerca de 1.260 quilómetros) de Ponta Delgada, foi dado às 17:37 de quarta-feira, dando origem a um aviso à navegação para uma possível ação de salvamento, uma operação que logo na altura mobilizou dois navios da marinha mercante, que se encontravam nas imediações, assim como meios aéreos da Força Aérea Portuguesa.

O vento, na ordem dos 80 quilómetros por hora, e ondulação de entre oito a dez metros dificultaram as operações de busca na quarta-feira, tendo, na quinta-feira, sido mobilizado também um avião C-295 estacionado na Base das Lajes, na ilha Terceira, adianta o comunicado.

Na sexta-feira, as buscas prosseguiram com mais um avião P-3 Orion vindo da Base de Beja e uma aeronave Falcon, disponibilizada pelas autoridades francesas, mas até ao momento foram apenas encontrados destroços a cerca de 46 milhas da posição em que foi dado o alerta.

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