Instituto de Odivelas integrado no Colégio Militar

O Ministério da Defesa vai extinguir o Instituto de Odivelas através da sua integração no Colégio Militar, que deverá funcionar em regime misto, com internato e externato, a partir do ano letivo de 2014/2015.

O secretário de Estado adiantou ainda que o Colégio Militar vai começar a funcionar primeiro ciclo já a partir do próximo ano letivo (2013/2014) e que a reforma dos estabelecimentos militares de ensino prevê que o Instituto dos Pupilos do Exército se mantenha, mas com "uma via profissionalizante" mais acentuada.

Estas decisões foram avançadas pelo secretário de Estado da Defesa, Paulo Braga Lino, num encontro com jornalistas onde também esteve presente o chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Pina Monteiro.

Braga Lino referiu que já estão a ser avaliadas as condições para a construção de "uma instalação de raiz" no perímetro do Colégio Militar, em Carnide, que vai acolher as alunas do Instituto de Odivelas.

O secretário de Estado da Defesa disse esperar que estas novas instalações possam começar a funcionar no ano letivo de 2014/2015, embora tenha admitido que o processo possa demorar mais.

"Neste momento ainda não há informação sobre as verbas [a gastar], nem sobre o tipo de edifício", afirmou.

Segundo o governante, a intenção é "integrar todo o ensino regular no Colégio Militar", para que a instituição "volte a ser uma referência" sem "perder a matriz militar".

Sobre os Pupilos do Exército, Paulo Braga Lino referiu que no terceiro ciclo de escolaridade (7.º, 8.º e 9.º anos) será reforçada a componente técnica e profissional de ensino, de forma a "alimentar" até as necessidades do Exército ao nível, por exemplo, da mecânica, das comunicações ou da eletrónica.

"O Exército orgulha-se de ter instituições centenárias como estas e os Pupilos são uma escola com futuro na dimensão técnica", afirmou por outro lado o CEME.

O secretário de Estado Adjunto e da Defesa não apontou prazos para estas alterações estarem a funcionar, lembrando que há vários procedimentos a seguir, como a certificação de novos cursos pelo Ministério da Educação.

Braga Lino disse que nos próximos dias deverá ser publicado um despacho orientador do ministro da Defesa com as linhas gerais da reforma do ensino militar.

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